Oscar 2026: quem pode ganhar e quem a Lumine premiaria
Por Redação Lumine
|
22.jan.2026
Midle Dot

Os indicados oficiais ao Oscar 2026 foram anunciados e a corrida está longe de ser um território nebuloso.

Festivais anteriores, discussões em sindicatos, premiações intermediárias e o comportamento histórico da Academia permitem traçar um mapa bastante claro dos favoritos. E o mais interessante: garimpar os filmes que realmente importam e valem a pena serem assistidos neste ano.

Confira a lista oficial de indicados ao Oscar 2026. 

Enquanto parte da cobertura se limita a prever vencedores como quem aposta em corrida de cavalo, aqui na Lumine o critério é outro: se fôssemos votar hoje, considerando o que de melhor podemos extrair do cinema, quais filmes mereceriam levar a estatueta em 2026?

Na lista abaixo, cruzamos os favoritos da temporada com as escolhas do nosso time: 

Melhor Filme

Favorito:

Poucas vezes uma corrida para Melhor Filme esteve tão previsível. 

Uma Batalha Após a Outra, desde sua estreia em Setembro de 2025, vem colecionando prêmios, elogios e apoiadores.

É um filme vibrante, bem dirigido e que conversa diretamente com o cenário atual da América. Tem tudo para ser o grande premiado da noite!

O voto da Lumine:

Se dependesse de nós, o prêmio iria para: Hamnet

Um filme que compreende algo essencial: a dor de perder um ente querido só pode ser superada com muito silêncio e oração.

É uma obra sensível que entende que o extraordinário está nas coisas pequenas e que nem tudo precisa ser explicado.

Melhor Direção

Favorito:

Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra.

O famoso PTA deve levar dessa vez. Em um Oscar mais diverso que tenta equilibrar um cinema popular com um cinema mais autoral, cineastas como Paul Thomas Anderson tendem a ter cada vez mais espaço.

O voto da Lumine: 

uma análise de Uma Batalha Após a Outra
uma análise de Uma Batalha Após a Outra

Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra.

Um dos grandes problemas do cinema contemporâneo é tratar o filme como uma leitura de roteiro, como a defesa de uma mensagem. 

PTA não faz isso, ele sabe contar sua história com a câmera, o cinema dele verbaliza com a imagem, ele tem o controle do que chamamos de forma e conteúdo. Elas caminham juntas e, de fato, o que há de melhor no favorito da noite é sua condução. Ritmada e intencional.

Melhor Ator

Favorito:

Timothée Chalamet, por Marty Supreme.

Carisma, intensidade e um papel que marca virada de carreira. A temporada aponta claramente para ele como o nome a ser batido. E a campanha brilhante da A24, responsável pelo filme, está fazendo de tudo para garantir o prêmio.

O voto da Lumine:

O que “O Agente Secreto” realmente entrega?

Wagner Moura, por O Agente Secreto.

A síndrome do caranguejo no balde é um problema histórico no Brasil. Se vimos um vizinho ou conhecido crescendo na vida, logo queremos puxá-lo de volta para baixo, para seu ponto de origem.

Fato é que Wagner Moura é o grande destaque do filme brasileiro mais discutido do ano. Sua atuação vem sendo elogiada e premiada há quase um ano, desde a estreia do filme no Festival de Cannes. E isso não é gratuito.

Ator brasileiro de destaque desde a dramaturgia, passando pelo fenômeno popular “Tropa de Elite”, Wagner encontra em O Agente Secreto o maior desafio de sua carreira: fazer muito, agindo pouco. Seu personagem é contido, fechado e pacífico. A intensidade precisa ser passada nos pequenos gestos. E é exatamente isso que ele faz. Ele entrega o que o filme precisa. E merece o devido reconhecimento.

Melhor Atriz

Favorito:

Jessie Buckley, por Hamnet.
Uma atuação silenciosa, profunda e devastadora na medida certa. Ela está vencendo tudo que pode nas premiações que antecedem o Oscar, já pode começar a escrever o discurso para a noite de 15 de março de 2025.

O voto da Lumine:

Jessie Buckley, por Hamnet.
É assombroso o que ela faz no filme. Não existe atriz ali, somente personagem. Um trabalho de entrega total. Surge aí um nome para se acompanhar de perto pelos próximos anos (ou décadas).

Melhor Ator Coadjuvante

Favorito:

Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra.
Presença forte, personagem marcante e aquele tipo de atuação que a Academia reconhece com facilidade: intensa, bem desenhada e com participação pontual (porém marcante) para a narrativa.

O voto da Lumine:

Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental.
O cinema europeu pode viver uma crise grave já há algumas décadas, mas é por conta de figuras como Stellan que ainda vamos aos cinemas. Uma atuação magistral, emocionante, tocante e profundamente humana.

Melhor Atriz Coadjuvante

Favorito:

uma análise de Uma Batalha Após a Outra

Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra.
Uma atuação com cara de Oscar contemporâneo. Exagerada, vibrante, verborrágica e politicamente engajada. Tudo indica que é o nome mais forte na disputa.

O voto da Lumine:

Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental.

Se a favorita da noite pega na metralhadora e grita “Viva a Revolução”, a candidata que mais admiramos se destaca pela sua atuação delicada, contida e profundamente verdadeira. Nada de gestos largos ou falas calculadas, ela comunica com o olhar, com a reclusão física, com o silêncio.

Melhor Roteiro Original

Favorito:

Pecadores.
Fenômeno de bilheteria do ano, o filme de Ryan Coogler é criativo e inventivo. Combina demais com a categoria na medida em que apresenta conflitos claros e diálogos fortes.

O voto da Lumine:

Valor Sentimental.
O filme Norueguês tem alma e muito do coração do seu diretor. É um roteiro que respeita o tempo, a memória e a inteligência do espectador.

Melhor Roteiro Adaptado

Favorito:

Uma Batalha Após a Outra.
Improvável Paul Thomas Anderson não levar Direção + Roteiro. Esse prêmio deve vir na levada dos demais, menos por mérito, mais por conveniência.

O voto da Lumine:

Hamnet.
É um filme pouco preocupado com a trama em si (datas, nomes, esquemas formais) e mais com as sensações e a imersão do espectador na história. Uma grata surpresa.

Melhor Filme Internacional

Favorito:

O Agente Secreto (Brasil).
Sim, o Brasil é favorito. Presença constante ao longo da temporada e com forte reconhecimento crítico internacional, o filme brasileiro tornou-se o nome a ser batido.

O voto da Lumine:

Valor Sentimental (Noruega).
Não é um filme perfeito, longe disso, mas claramente apresenta um valor artístico alto e possui uma harmonia estética e textual superior a de seus dois principais concorrentes: O Agente Secreto e Foi Apenas um Acidente.

Um Oscar previsível e revelador

O Oscar 2026 aponta para escolhas óbvias em um ano em que o cinema não apresentou obras com potencial de serem eternizadas.

Por mais que tenhamos feito elogios a filmes como Hamnet e Valor Sentimental, a safra 2025 (premiada agora em 2026) foi uma safra muito inferior à de anos recentes como 2019 e 2023.

Ressaltamos que nosso colunista Francisco Escorsim escreveu duas análises profundas sobre dois dos principais filmes deste ano. Os links estão logo abaixo:

Por fim, reforçamos: se a Lumine votasse, o critério seguiria o que nossa empresa sempre defendeu: valorizar o cinema que respeita o silêncio, o tempo e a inteligência do espectador.

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Os indicados oficiais ao Oscar 2026 foram anunciados e a corrida está longe de ser um território nebuloso.

Festivais anteriores, discussões em sindicatos, premiações intermediárias e o comportamento histórico da Academia permitem traçar um mapa bastante claro dos favoritos. E o mais interessante: garimpar os filmes que realmente importam e valem a pena serem assistidos neste ano.

Confira a lista oficial de indicados ao Oscar 2026. 

Enquanto parte da cobertura se limita a prever vencedores como quem aposta em corrida de cavalo, aqui na Lumine o critério é outro: se fôssemos votar hoje, considerando o que de melhor podemos extrair do cinema, quais filmes mereceriam levar a estatueta em 2026?

Na lista abaixo, cruzamos os favoritos da temporada com as escolhas do nosso time: 

Melhor Filme

Favorito:

Poucas vezes uma corrida para Melhor Filme esteve tão previsível. 

Uma Batalha Após a Outra, desde sua estreia em Setembro de 2025, vem colecionando prêmios, elogios e apoiadores.

É um filme vibrante, bem dirigido e que conversa diretamente com o cenário atual da América. Tem tudo para ser o grande premiado da noite!

O voto da Lumine:

Se dependesse de nós, o prêmio iria para: Hamnet

Um filme que compreende algo essencial: a dor de perder um ente querido só pode ser superada com muito silêncio e oração.

É uma obra sensível que entende que o extraordinário está nas coisas pequenas e que nem tudo precisa ser explicado.

Melhor Direção

Favorito:

Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra.

O famoso PTA deve levar dessa vez. Em um Oscar mais diverso que tenta equilibrar um cinema popular com um cinema mais autoral, cineastas como Paul Thomas Anderson tendem a ter cada vez mais espaço.

O voto da Lumine: 

uma análise de Uma Batalha Após a Outra
uma análise de Uma Batalha Após a Outra

Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra.

Um dos grandes problemas do cinema contemporâneo é tratar o filme como uma leitura de roteiro, como a defesa de uma mensagem. 

PTA não faz isso, ele sabe contar sua história com a câmera, o cinema dele verbaliza com a imagem, ele tem o controle do que chamamos de forma e conteúdo. Elas caminham juntas e, de fato, o que há de melhor no favorito da noite é sua condução. Ritmada e intencional.

Melhor Ator

Favorito:

Timothée Chalamet, por Marty Supreme.

Carisma, intensidade e um papel que marca virada de carreira. A temporada aponta claramente para ele como o nome a ser batido. E a campanha brilhante da A24, responsável pelo filme, está fazendo de tudo para garantir o prêmio.

O voto da Lumine:

O que “O Agente Secreto” realmente entrega?

Wagner Moura, por O Agente Secreto.

A síndrome do caranguejo no balde é um problema histórico no Brasil. Se vimos um vizinho ou conhecido crescendo na vida, logo queremos puxá-lo de volta para baixo, para seu ponto de origem.

Fato é que Wagner Moura é o grande destaque do filme brasileiro mais discutido do ano. Sua atuação vem sendo elogiada e premiada há quase um ano, desde a estreia do filme no Festival de Cannes. E isso não é gratuito.

Ator brasileiro de destaque desde a dramaturgia, passando pelo fenômeno popular “Tropa de Elite”, Wagner encontra em O Agente Secreto o maior desafio de sua carreira: fazer muito, agindo pouco. Seu personagem é contido, fechado e pacífico. A intensidade precisa ser passada nos pequenos gestos. E é exatamente isso que ele faz. Ele entrega o que o filme precisa. E merece o devido reconhecimento.

Melhor Atriz

Favorito:

Jessie Buckley, por Hamnet.
Uma atuação silenciosa, profunda e devastadora na medida certa. Ela está vencendo tudo que pode nas premiações que antecedem o Oscar, já pode começar a escrever o discurso para a noite de 15 de março de 2025.

O voto da Lumine:

Jessie Buckley, por Hamnet.
É assombroso o que ela faz no filme. Não existe atriz ali, somente personagem. Um trabalho de entrega total. Surge aí um nome para se acompanhar de perto pelos próximos anos (ou décadas).

Melhor Ator Coadjuvante

Favorito:

Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra.
Presença forte, personagem marcante e aquele tipo de atuação que a Academia reconhece com facilidade: intensa, bem desenhada e com participação pontual (porém marcante) para a narrativa.

O voto da Lumine:

Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental.
O cinema europeu pode viver uma crise grave já há algumas décadas, mas é por conta de figuras como Stellan que ainda vamos aos cinemas. Uma atuação magistral, emocionante, tocante e profundamente humana.

Melhor Atriz Coadjuvante

Favorito:

uma análise de Uma Batalha Após a Outra

Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra.
Uma atuação com cara de Oscar contemporâneo. Exagerada, vibrante, verborrágica e politicamente engajada. Tudo indica que é o nome mais forte na disputa.

O voto da Lumine:

Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental.

Se a favorita da noite pega na metralhadora e grita “Viva a Revolução”, a candidata que mais admiramos se destaca pela sua atuação delicada, contida e profundamente verdadeira. Nada de gestos largos ou falas calculadas, ela comunica com o olhar, com a reclusão física, com o silêncio.

Melhor Roteiro Original

Favorito:

Pecadores.
Fenômeno de bilheteria do ano, o filme de Ryan Coogler é criativo e inventivo. Combina demais com a categoria na medida em que apresenta conflitos claros e diálogos fortes.

O voto da Lumine:

Valor Sentimental.
O filme Norueguês tem alma e muito do coração do seu diretor. É um roteiro que respeita o tempo, a memória e a inteligência do espectador.

Melhor Roteiro Adaptado

Favorito:

Uma Batalha Após a Outra.
Improvável Paul Thomas Anderson não levar Direção + Roteiro. Esse prêmio deve vir na levada dos demais, menos por mérito, mais por conveniência.

O voto da Lumine:

Hamnet.
É um filme pouco preocupado com a trama em si (datas, nomes, esquemas formais) e mais com as sensações e a imersão do espectador na história. Uma grata surpresa.

Melhor Filme Internacional

Favorito:

O Agente Secreto (Brasil).
Sim, o Brasil é favorito. Presença constante ao longo da temporada e com forte reconhecimento crítico internacional, o filme brasileiro tornou-se o nome a ser batido.

O voto da Lumine:

Valor Sentimental (Noruega).
Não é um filme perfeito, longe disso, mas claramente apresenta um valor artístico alto e possui uma harmonia estética e textual superior a de seus dois principais concorrentes: O Agente Secreto e Foi Apenas um Acidente.

Um Oscar previsível e revelador

O Oscar 2026 aponta para escolhas óbvias em um ano em que o cinema não apresentou obras com potencial de serem eternizadas.

Por mais que tenhamos feito elogios a filmes como Hamnet e Valor Sentimental, a safra 2025 (premiada agora em 2026) foi uma safra muito inferior à de anos recentes como 2019 e 2023.

Ressaltamos que nosso colunista Francisco Escorsim escreveu duas análises profundas sobre dois dos principais filmes deste ano. Os links estão logo abaixo:

Por fim, reforçamos: se a Lumine votasse, o critério seguiria o que nossa empresa sempre defendeu: valorizar o cinema que respeita o silêncio, o tempo e a inteligência do espectador.

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