Nos últimos dias, duas imagens circularam com frequência nas redes sociais: o registro antigo da primeira comunhão de Lionel Messi e a imagem da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, presente no vestiário da seleção sul-americana.
Para quem acompanha o esporte de maneira vaga, esses detalhes podem parecer superstições comuns de vestiário. No entanto, eles guardam uma relação profunda com a postura do craque fora das quatro linhas.
Aos 38 anos, Messi acaba de se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, alcançando a marca de 19 gols. É, de fato, um número extraordinário. Enquanto a mídia fala dos treinos e táticas que levaram o jogador a alcançar o recorde, um detalhe chama a atenção de pessoas religiosas e que acreditam que o futebol é mais que um esporte: as chuteiras do craque foram entregues a um padre para serem abençoadas.
Confira o vídeo das chuteiras sendo abençoadas!
E se eu te disser que a verdadeira força por trás desse recorde não está apenas nos gramados, mas numa devoção católica que já fez Messi prometer caminhar 50 quilômetros a pé até um santuário de Nossa Senhora, caso a Argentina fosse campeã na copa de 2018?
Para entender como ele chegou até aqui, convidamos você a olhar para o que ele faz quando a bola não está rolando.
Ver o Messi hoje, como uma estrela mundial, faz parecer que a vida dele sempre foi fácil, como se tudo tivesse dado certo por acaso. Mas a verdade é que a força desse talento foi forjada no peso de uma cruz que ele precisou carregar ainda na infância.
Leia também: Deus não é agiota: o que o torcedor de arquibancada tem a ensinar ao cristão
Tudo começou aos 9 anos, lá em Rosário, na Argentina. Ele já era, de longe, o melhor jogador das categorias de base do Newell’s Old Boys, mas chamava a atenção por um detalhe: era muito menor do que os outros meninos da mesma idade.
A família, ao procurar médicos e especialistas, recebeu o diagnóstico de uma deficiência rara na produção do hormônio do crescimento.

A partir dali, para conseguir ter uma altura normal e continuar jogando, o pequeno Lionel teve que encarar uma rotina dolorosa. Todos os dias, ele precisava tomar injeções nas pernas, somando mais de duas mil agulhadas durante a infância.
E como se a dor física não bastasse, ele ainda enfrentou dificuldades financeiras. O tratamento era caríssimo e, bem no meio de uma grave crise econômica no país, a família quase precisou interromper tudo — principalmente porque o time local se recusou a ajudar com os custos.
Com o sonho de jogar futebol por um fio, foi a providência que mudou o rumo da história. Através de um teste, o Barcelona viu o talento daquele garoto, decidiu pagar o tratamento e levou a família para a Espanha.
E foi justamente neste momento em que tudo fez sentido. Todo aquele sacrifício no início da carreira forjou o homem que vemos hoje em campo.
Estamos acostumados a ver o futebol cheio de vaidade, com jogadores que se acham o centro do universo. O Messi, por sua vez, se mostra um pouco diferente disso.
Para a grande mídia, a bênção nas chuteiras pode parecer só uma superstição de vestiário. Mas para quem compartilha da mesma fé, o recado é claro: é o trabalhador consagrando o seu instrumento de ofício a Deus.
Certa vez, em 2018, quando o jornalista argentino Sebastián Vignolo perguntou-lhe como fazia para manter a bola “presa” ao pé, Messi respondeu:
“Desde pequeno fui assim. Não fiz nada. Foi Deus quem me fez jogar assim, quem me deu esse dom, disso não tenho dúvidas. Ele me escolheu. Obviamente, depois fiz todo o possível para tentar me aprimorar e poder ter sucesso. Mas, obviamente, sem a ajuda dele, não teria chegado a lugar nenhum.”
Lionel Messi sabe que o talento é um presente. Ele tem a lucidez de entender que não é o dono do próprio dom, mas apenas o administrador. E é essa consciência — a de saber exatamente quem ele é diante do Criador — que o mantém com os pés firmes no chão, mesmo quando o mundo inteiro tenta colocá-lo no lugar de Deus.
Leia também: A devoção de Carlo Ancelotti a Padre Pio e a alma do futebol brasileiro
Nos últimos dias, duas imagens circularam com frequência nas redes sociais: o registro antigo da primeira comunhão de Lionel Messi e a imagem da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, presente no vestiário da seleção sul-americana.
Para quem acompanha o esporte de maneira vaga, esses detalhes podem parecer superstições comuns de vestiário. No entanto, eles guardam uma relação profunda com a postura do craque fora das quatro linhas.
Aos 38 anos, Messi acaba de se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, alcançando a marca de 19 gols. É, de fato, um número extraordinário. Enquanto a mídia fala dos treinos e táticas que levaram o jogador a alcançar o recorde, um detalhe chama a atenção de pessoas religiosas e que acreditam que o futebol é mais que um esporte: as chuteiras do craque foram entregues a um padre para serem abençoadas.
Confira o vídeo das chuteiras sendo abençoadas!
E se eu te disser que a verdadeira força por trás desse recorde não está apenas nos gramados, mas numa devoção católica que já fez Messi prometer caminhar 50 quilômetros a pé até um santuário de Nossa Senhora, caso a Argentina fosse campeã na copa de 2018?
Para entender como ele chegou até aqui, convidamos você a olhar para o que ele faz quando a bola não está rolando.
Ver o Messi hoje, como uma estrela mundial, faz parecer que a vida dele sempre foi fácil, como se tudo tivesse dado certo por acaso. Mas a verdade é que a força desse talento foi forjada no peso de uma cruz que ele precisou carregar ainda na infância.
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Tudo começou aos 9 anos, lá em Rosário, na Argentina. Ele já era, de longe, o melhor jogador das categorias de base do Newell’s Old Boys, mas chamava a atenção por um detalhe: era muito menor do que os outros meninos da mesma idade.
A família, ao procurar médicos e especialistas, recebeu o diagnóstico de uma deficiência rara na produção do hormônio do crescimento.

A partir dali, para conseguir ter uma altura normal e continuar jogando, o pequeno Lionel teve que encarar uma rotina dolorosa. Todos os dias, ele precisava tomar injeções nas pernas, somando mais de duas mil agulhadas durante a infância.
E como se a dor física não bastasse, ele ainda enfrentou dificuldades financeiras. O tratamento era caríssimo e, bem no meio de uma grave crise econômica no país, a família quase precisou interromper tudo — principalmente porque o time local se recusou a ajudar com os custos.
Com o sonho de jogar futebol por um fio, foi a providência que mudou o rumo da história. Através de um teste, o Barcelona viu o talento daquele garoto, decidiu pagar o tratamento e levou a família para a Espanha.
E foi justamente neste momento em que tudo fez sentido. Todo aquele sacrifício no início da carreira forjou o homem que vemos hoje em campo.
Estamos acostumados a ver o futebol cheio de vaidade, com jogadores que se acham o centro do universo. O Messi, por sua vez, se mostra um pouco diferente disso.
Para a grande mídia, a bênção nas chuteiras pode parecer só uma superstição de vestiário. Mas para quem compartilha da mesma fé, o recado é claro: é o trabalhador consagrando o seu instrumento de ofício a Deus.
Certa vez, em 2018, quando o jornalista argentino Sebastián Vignolo perguntou-lhe como fazia para manter a bola “presa” ao pé, Messi respondeu:
“Desde pequeno fui assim. Não fiz nada. Foi Deus quem me fez jogar assim, quem me deu esse dom, disso não tenho dúvidas. Ele me escolheu. Obviamente, depois fiz todo o possível para tentar me aprimorar e poder ter sucesso. Mas, obviamente, sem a ajuda dele, não teria chegado a lugar nenhum.”
Lionel Messi sabe que o talento é um presente. Ele tem a lucidez de entender que não é o dono do próprio dom, mas apenas o administrador. E é essa consciência — a de saber exatamente quem ele é diante do Criador — que o mantém com os pés firmes no chão, mesmo quando o mundo inteiro tenta colocá-lo no lugar de Deus.
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