A devoção a Nossa Senhora das Dores remonta ao final do século XI e toca no ponto mais sensível da experiência humana: a vivência do sofrimento.
É uma piedade que nos faz relembrar das maiores dores que Maria suportou ao longo de sua vida e da missão redentora de seu filho, Jesus Cristo. Compreender as 7 dores de Maria é, portanto, um caminho de esperança e consolo para as nossas próprias cruzes diárias, pois revela uma Mãe que amou e permaneceu firme até o fim.
Imagine uma mãe vendo seu filho ser flagelado, crucificado e sofrendo dores inimagináveis no corpo e na alma, enquanto é acusado de crimes que não cometeu. Imagine o sofrimento angustiante de Nossa Senhora por não conseguir fazer nada fisicamente, por não conseguir socorrê-lo naquele calvário.
Como suportar os desígnios de Deus em situações extremas de sofrimento e dor? Como não se desesperar em situações que não parecem ter qualquer esperança?
Em um mundo onde a dor frequentemente conduz ao vazio e ao desespero — isso quando a pessoa ainda o sente, sem buscar se anestesiar —, a Virgem Santíssima nos responde a essas perguntas e aponta uma via de libertação: a de sofrer sem perder a fé e de entregar-se inteiramente à providência divina.
Maria não fugiu de suas aflições, mas as abraçou com profunda confiança em Deus, testemunhando que o verdadeiro amor é sempre mais forte que a dor. O seu silêncio e a sua presença inabalável aos pés da cruz revelam que é possível dizer “sim” aos planos do Senhor mesmo nas horas de maior escuridão.
Como ensinou o Papa São João Paulo II, quando unimos os nossos padecimentos aos de Cristo — à sublime semelhança do que fez a Virgem —, a nossa fraqueza humana é transformada em força e graça.
A tradição e as escrituras nos convidam a contemplar as 7 dores de Maria, episódios centrais que forjaram o coração inabalável da Virgem Santíssima. São elas:
A partir da meditação diária, a devoção sobre as 7 dores de Maria se desenvolveu e passou a ser cada vez mais difundida, até a celebração ser oficialmente inserida no calendário litúrgico da Igreja.
No século XVII, a memória era celebrada no terceiro domingo de setembro. No século XVIII, ela foi transferida para a sexta-feira antes do Domingo de Ramos. Mais tarde, no século XIX, foi novamente transferida para o terceiro domingo de setembro.
Até que, em 1914, por determinação do papa Pio X, ficou estabelecida a celebração litúrgica no dia 15 de setembro, exatamente um dia depois da festa da “Exaltação da Santa Cruz”.
Confira: 5 grandes filmes sobre Nossa Senhora
Essa belíssima piedade popular em torno do luto de uma mãe deu origem ao título de Nossa Senhora das Dores. Ao longo da história, ela é geralmente representada ajoelhada aos pés da Cruz, sentada com o corpo de Cristo nos braços (na imagem conhecida como Pietà), ou olhando para o céu com uma expressão dolorosa. Quase sempre, a Virgem é adornada com o coração exposto transpassado por uma espada.


Por fim, reviver as 7 dores de Maria é uma forma de nos lembrarmos de que temos no Céu uma Mãe que entende profundamente as angústias humanas. Ao unirmos as nossas aflições à contemplação da dor de Nossa Senhora, encontramos força para seguir em frente e transformar qualquer sofrimento em graça.
Leia também: As sete dores de Nossa Senhora no cinema contemporâneo
A devoção a Nossa Senhora das Dores remonta ao final do século XI e toca no ponto mais sensível da experiência humana: a vivência do sofrimento.
É uma piedade que nos faz relembrar das maiores dores que Maria suportou ao longo de sua vida e da missão redentora de seu filho, Jesus Cristo. Compreender as 7 dores de Maria é, portanto, um caminho de esperança e consolo para as nossas próprias cruzes diárias, pois revela uma Mãe que amou e permaneceu firme até o fim.
Imagine uma mãe vendo seu filho ser flagelado, crucificado e sofrendo dores inimagináveis no corpo e na alma, enquanto é acusado de crimes que não cometeu. Imagine o sofrimento angustiante de Nossa Senhora por não conseguir fazer nada fisicamente, por não conseguir socorrê-lo naquele calvário.
Como suportar os desígnios de Deus em situações extremas de sofrimento e dor? Como não se desesperar em situações que não parecem ter qualquer esperança?
Em um mundo onde a dor frequentemente conduz ao vazio e ao desespero — isso quando a pessoa ainda o sente, sem buscar se anestesiar —, a Virgem Santíssima nos responde a essas perguntas e aponta uma via de libertação: a de sofrer sem perder a fé e de entregar-se inteiramente à providência divina.
Maria não fugiu de suas aflições, mas as abraçou com profunda confiança em Deus, testemunhando que o verdadeiro amor é sempre mais forte que a dor. O seu silêncio e a sua presença inabalável aos pés da cruz revelam que é possível dizer “sim” aos planos do Senhor mesmo nas horas de maior escuridão.
Como ensinou o Papa São João Paulo II, quando unimos os nossos padecimentos aos de Cristo — à sublime semelhança do que fez a Virgem —, a nossa fraqueza humana é transformada em força e graça.
A tradição e as escrituras nos convidam a contemplar as 7 dores de Maria, episódios centrais que forjaram o coração inabalável da Virgem Santíssima. São elas:
A partir da meditação diária, a devoção sobre as 7 dores de Maria se desenvolveu e passou a ser cada vez mais difundida, até a celebração ser oficialmente inserida no calendário litúrgico da Igreja.
No século XVII, a memória era celebrada no terceiro domingo de setembro. No século XVIII, ela foi transferida para a sexta-feira antes do Domingo de Ramos. Mais tarde, no século XIX, foi novamente transferida para o terceiro domingo de setembro.
Até que, em 1914, por determinação do papa Pio X, ficou estabelecida a celebração litúrgica no dia 15 de setembro, exatamente um dia depois da festa da “Exaltação da Santa Cruz”.
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Essa belíssima piedade popular em torno do luto de uma mãe deu origem ao título de Nossa Senhora das Dores. Ao longo da história, ela é geralmente representada ajoelhada aos pés da Cruz, sentada com o corpo de Cristo nos braços (na imagem conhecida como Pietà), ou olhando para o céu com uma expressão dolorosa. Quase sempre, a Virgem é adornada com o coração exposto transpassado por uma espada.


Por fim, reviver as 7 dores de Maria é uma forma de nos lembrarmos de que temos no Céu uma Mãe que entende profundamente as angústias humanas. Ao unirmos as nossas aflições à contemplação da dor de Nossa Senhora, encontramos força para seguir em frente e transformar qualquer sofrimento em graça.
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