Existem vidas que, embora breves, possuem uma força que desafia o tempo. A história de Maria Eduarda Nogueira de Paula, uma adolescente de Juiz de Fora (MG), é uma dessas histórias que nos lembram que a santidade não habita apenas no coração dos mártires, mas nos corredores de hospitais e no silêncio de um quarto onde uma jovem decide se entregar a Deus, mesmo sofrendo as dores insuportáveis de um câncer ósseo.
Em uma entrevista exclusiva concedida à Lumine, Octacília Silva Nogueira e Juliano Tarcísio de Paula, pais de Duda, abriram o coração para compartilhar não apenas a saudade, mas o legado de uma jovem que Dom Gil Antônio Moreira, o arcebispo da arquidiocese de Juiz de Fora, já descreve como um “testemunho de santidade”.
A pedagogia de Deus muitas vezes se assemelha à de um escultor que, com golpes precisos e, por vezes, dolorosos, retira o excesso de mármore para revelar a obra-prima que se esconde no interior de cada um de nós.
Ele não nos entrega as grandes cruzes de uma só vez; antes, conduz-nos por um caminho de purificação gradual, preparando o terreno do coração para que, no momento da prova suprema, possamos sustentar o “sim” com a força de quem já aprendeu a confiar na providência.
Para a família de Duda, o ano de 2021 foi esse tempo de poda severa. Octacília, enfermeira dedicada ao controle de infecções na linha de frente da pandemia, viu o saguão do hospital onde trabalhava transformar-se em cenário de dor ao ver seu pai falecer vítima da COVID-19.
Apenas dois meses depois, o esposo, Juliano, foi internado em estado grave com a mesma doença, sobrevivendo pelo que a família descreve como um milagre. No final daquele ano, a partida da sogra de Octacília selou um ciclo de lutos sucessivos.
“A gente pensou: 2022 vai ser um ano diferente. A vida vai ser melhor”, recorda a mãe. No entanto, os planos divinos os conduziam para outro caminho.

O que parecia ser apenas uma “dor do crescimento” na perna direita de Duda — muitas vezes minimizada por exames iniciais — revelou-se, em janeiro de 2022, um Sarcoma de Ewing agressivo, já com metástase óssea no momento do diagnóstico.
Ali, entre o choque da notícia e a fragilidade do corpo, começava a se manifestar não apenas uma doença, mas o início de uma transformação que faria da vida daquela adolescente grande testemunho de santidade.
Antes do diagnóstico, Maria Eduarda era uma adolescente com os gostos e dilemas próprios de sua idade. Gostava de maquiagem, de se vestir bem e de compartilhar momentos com os amigos. No entanto, havia nela um zelo extraordinário pelas coisas de Deus.


“Nós éramos católicos de IBGE”, confessa a mãe, Octacília.
Foi Duda, desde os nove anos, quem começou a conduzir a família para a vida sacramental. Ela não apenas queria ser coroinha; ela queria que seus pais e seus irmãos compreendessem a beleza da Santa Missa.
Em um domingo de manhã, enquanto o pai trabalhava no bar que era proprietário, ela foi incisiva: “Você tem que ir à missa, pai. Não pode ficar sem ir”.
Essa sede de Deus não era fruto de uma imposição, mas de um amor sacrificial que começou a lapidar não só a sua alma, mas a de toda a família. O sofrimento, que para muitos é um motivo de afastamento, tornou-se para eles uma ponte de acesso a Deus.
A aceitação de Duda não foi uma resignação passiva, mas uma entrega ativa que se manifestou diante do impossível.
Quando o tratamento necessário — a protonterapia — só estava disponível em Madri, na Espanha, a família enfrentou o desafio de arrecadar R$ 700 mil em tempo recorde.
Foi nesse abismo que a fé de sua mãe, Octacília, revelou-se inabalável; ela confiou plenamente que Deus proveria o necessário, e a resposta veio através de uma generosidade avassaladora da comunidade: a campanha tornou-se um fenômeno de solidariedade, arrecadando R$ 820.140,00 em apenas 30 horas, o que permitiu que a viagem para o tratamento internacional fosse realizada.

No entanto, em Madri, o “sim” de Duda foi provado no auge da dor física. Os efeitos do tratamento deixaram seu esôfago “em carne viva”, impedindo-a de comer e tornando cada instante um suplício.
Mesmo nesse estado de fragilidade extrema, ela sentia uma necessidade profunda de agradecer a Deus, questionando a mãe sobre as bênçãos que muitas vezes passam despercebidas: “Mãe, pelo que você agradeceu hoje? Já agradeceu por conseguir respirar? Já agradeceu por conseguir falar?”.
Depois de passar cinco dias alimentando-se apenas de Eucaristia, a jovem via a bênção divina no simples ato de conseguir comer, e agradecia a Deus copiosamente por isso, ainda que as suas condições não fossem as melhores.

Enquanto isso, no Brasil, seu pai, Juliano, vivia seu próprio calvário. Diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele clamou a Deus que, se fosse para levá-la, que ao menos cessasse aquela dor insuportável, pois não suportava mais ver o sofrimento da filha.
Diante das orações pela sua cura, Duda respondeu seu pai com uma lucidez desconcertante:
“Pai, o que o senhor espera? Que eu faça o exame e não tenha mais a doença? Eu prefiro continuar com a doença e não perder a fé. A gente vai ganhar o milagre, mas vai abandonar a fé”.
A jovem Maria Eduarda compreendeu, antes de muitos adultos, que a maior cura não é a do corpo, mas a da alma que se entrega sem reservas ao Criador. Ela agradecia pelo sofrimento, vendo nele uma forma de estar mais próxima das chagas de Cristo.
A comparação com São Carlo Acutis não diz respeito apenas ao fato dos dois serem jovens.
Duda nutria uma devoção profunda pelo jovem italiano, assistia ao seu documentário e encontrava nele o reflexo de sua própria jornada: a prova de que a santidade não exige o isolamento do mundo, mas a santificação do cotidiano.


Sua busca pelo sagrado manifestava-se em obras concretas de caridade e desapego. Durante o tratamento, Duda passou a confeccionar terços, transformando seu tempo de repouso em uma espécie de apostolado.
Juliano, seu pai, recorda a retidão de seu coração: após vender suas peças, ela decidiu doar o valor arrecadado para a paróquia que frequentava. Ao vê-la com uma quantia significativa nas mãos, Juliano sugeriu que ela entregasse o dinheiro diretamente ao padre, ressaltando que ele ficaria muito contente em saber do seu esforço e generosidade.
A resposta da jovem, contudo, revelou uma maturidade espiritual incomum. Duda insistiu que a doação deveria ser anônima e colocada diretamente na caixa de ofertas. Para ela, de nada valia os aplausos ou agradecimentos do padre; seu compromisso e sua oferta eram, única e exclusivamente, um segredo entre ela e Deus.
Assim como Carlo, ela mostrou com a própria vida que é possível desejar o céu apaixonadamente, sem nunca abrir mão da própria juventude. O vínculo tornou-se físico quando o Arcebispo Dom Gil Antônio Moreira providenciou para que ela recebesse uma relíquia de São Carlo Acutis; relíquia com a qual ela dormia e encontrava consolo em suas noites de maior agonia, e que foi trazida pelo Padre Fábio Vieira da Itália — sacerdote que conviveu com a família do santo por alguns anos.
A sua força motriz, contudo, vinha da Eucaristia. O testemunho mais contundente dessa entrega ocorreu no Natal de 2024. Já acamada, com o corpo visivelmente debilitado pela recidiva da doença e sentindo dores que tornavam qualquer movimento um suplício, Duda insistiu que não poderia passar o nascimento de Jesus longe do altar.
Sem conseguir andar ou sequer sustentar o próprio corpo, ela enfrentou o sacrifício de ser transportada em um carro adaptado para chegar à Missa do Galo, nos Arautos do Evangelho.

Cada solavanco do caminho era uma oferta. Ao chegar, mesmo exausta e sob um sofrimento físico que a medicina mal conseguia explicar, ela ainda dizia “Por Ele a gente faz tudo”.
Sua presença silenciosa e determinada naquela noite foi tão impactante que o Padre Sebastião, amigo da família e celebrante, visivelmente comovido, usou seu exemplo na homilia para recordar à assembleia o verdadeiro sentido da fidelidade a Cristo.
Duda partiu em janeiro de 2025, mas deixou para trás uma família convertida e uma multidão de jovens inspirados por seu testemunho. Seu corpo foi sepultado em Andrelândia (MG), mas sua história continua a ser escrita.
Para os pais, a jornada de Duda foi um processo de “lapidação”. Deus usou a vida dela para ensinar que a confiança total não depende de circunstâncias favoráveis. “Deus dá o sofrimento para os seus filhos mais amados”, costumava dizer a jovem.
Hoje, o testemunho de Maria Eduarda chegou ao Vaticano. E, em sua memória, no Jubileu dos Coroinhas de 2025, foi dedicada uma Cápsula do Tempo, que será aberta apenas em 2033, contendo mensagens de fé para a Igreja do futuro.
Mas o verdadeiro milagre já aconteceu: na entrega total de uma menina que, no auge de sua juventude, preferiu a cruz à cura, encontrando na dor o caminho mais curto para o abraço do Pai.
Existem vidas que, embora breves, possuem uma força que desafia o tempo. A história de Maria Eduarda Nogueira de Paula, uma adolescente de Juiz de Fora (MG), é uma dessas histórias que nos lembram que a santidade não habita apenas no coração dos mártires, mas nos corredores de hospitais e no silêncio de um quarto onde uma jovem decide se entregar a Deus, mesmo sofrendo as dores insuportáveis de um câncer ósseo.
Em uma entrevista exclusiva concedida à Lumine, Octacília Silva Nogueira e Juliano Tarcísio de Paula, pais de Duda, abriram o coração para compartilhar não apenas a saudade, mas o legado de uma jovem que Dom Gil Antônio Moreira, o arcebispo da arquidiocese de Juiz de Fora, já descreve como um “testemunho de santidade”.
A pedagogia de Deus muitas vezes se assemelha à de um escultor que, com golpes precisos e, por vezes, dolorosos, retira o excesso de mármore para revelar a obra-prima que se esconde no interior de cada um de nós.
Ele não nos entrega as grandes cruzes de uma só vez; antes, conduz-nos por um caminho de purificação gradual, preparando o terreno do coração para que, no momento da prova suprema, possamos sustentar o “sim” com a força de quem já aprendeu a confiar na providência.
Para a família de Duda, o ano de 2021 foi esse tempo de poda severa. Octacília, enfermeira dedicada ao controle de infecções na linha de frente da pandemia, viu o saguão do hospital onde trabalhava transformar-se em cenário de dor ao ver seu pai falecer vítima da COVID-19.
Apenas dois meses depois, o esposo, Juliano, foi internado em estado grave com a mesma doença, sobrevivendo pelo que a família descreve como um milagre. No final daquele ano, a partida da sogra de Octacília selou um ciclo de lutos sucessivos.
“A gente pensou: 2022 vai ser um ano diferente. A vida vai ser melhor”, recorda a mãe. No entanto, os planos divinos os conduziam para outro caminho.

O que parecia ser apenas uma “dor do crescimento” na perna direita de Duda — muitas vezes minimizada por exames iniciais — revelou-se, em janeiro de 2022, um Sarcoma de Ewing agressivo, já com metástase óssea no momento do diagnóstico.
Ali, entre o choque da notícia e a fragilidade do corpo, começava a se manifestar não apenas uma doença, mas o início de uma transformação que faria da vida daquela adolescente grande testemunho de santidade.
Antes do diagnóstico, Maria Eduarda era uma adolescente com os gostos e dilemas próprios de sua idade. Gostava de maquiagem, de se vestir bem e de compartilhar momentos com os amigos. No entanto, havia nela um zelo extraordinário pelas coisas de Deus.


“Nós éramos católicos de IBGE”, confessa a mãe, Octacília.
Foi Duda, desde os nove anos, quem começou a conduzir a família para a vida sacramental. Ela não apenas queria ser coroinha; ela queria que seus pais e seus irmãos compreendessem a beleza da Santa Missa.
Em um domingo de manhã, enquanto o pai trabalhava no bar que era proprietário, ela foi incisiva: “Você tem que ir à missa, pai. Não pode ficar sem ir”.
Essa sede de Deus não era fruto de uma imposição, mas de um amor sacrificial que começou a lapidar não só a sua alma, mas a de toda a família. O sofrimento, que para muitos é um motivo de afastamento, tornou-se para eles uma ponte de acesso a Deus.
A aceitação de Duda não foi uma resignação passiva, mas uma entrega ativa que se manifestou diante do impossível.
Quando o tratamento necessário — a protonterapia — só estava disponível em Madri, na Espanha, a família enfrentou o desafio de arrecadar R$ 700 mil em tempo recorde.
Foi nesse abismo que a fé de sua mãe, Octacília, revelou-se inabalável; ela confiou plenamente que Deus proveria o necessário, e a resposta veio através de uma generosidade avassaladora da comunidade: a campanha tornou-se um fenômeno de solidariedade, arrecadando R$ 820.140,00 em apenas 30 horas, o que permitiu que a viagem para o tratamento internacional fosse realizada.

No entanto, em Madri, o “sim” de Duda foi provado no auge da dor física. Os efeitos do tratamento deixaram seu esôfago “em carne viva”, impedindo-a de comer e tornando cada instante um suplício.
Mesmo nesse estado de fragilidade extrema, ela sentia uma necessidade profunda de agradecer a Deus, questionando a mãe sobre as bênçãos que muitas vezes passam despercebidas: “Mãe, pelo que você agradeceu hoje? Já agradeceu por conseguir respirar? Já agradeceu por conseguir falar?”.
Depois de passar cinco dias alimentando-se apenas de Eucaristia, a jovem via a bênção divina no simples ato de conseguir comer, e agradecia a Deus copiosamente por isso, ainda que as suas condições não fossem as melhores.

Enquanto isso, no Brasil, seu pai, Juliano, vivia seu próprio calvário. Diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele clamou a Deus que, se fosse para levá-la, que ao menos cessasse aquela dor insuportável, pois não suportava mais ver o sofrimento da filha.
Diante das orações pela sua cura, Duda respondeu seu pai com uma lucidez desconcertante:
“Pai, o que o senhor espera? Que eu faça o exame e não tenha mais a doença? Eu prefiro continuar com a doença e não perder a fé. A gente vai ganhar o milagre, mas vai abandonar a fé”.
A jovem Maria Eduarda compreendeu, antes de muitos adultos, que a maior cura não é a do corpo, mas a da alma que se entrega sem reservas ao Criador. Ela agradecia pelo sofrimento, vendo nele uma forma de estar mais próxima das chagas de Cristo.
A comparação com São Carlo Acutis não diz respeito apenas ao fato dos dois serem jovens.
Duda nutria uma devoção profunda pelo jovem italiano, assistia ao seu documentário e encontrava nele o reflexo de sua própria jornada: a prova de que a santidade não exige o isolamento do mundo, mas a santificação do cotidiano.


Sua busca pelo sagrado manifestava-se em obras concretas de caridade e desapego. Durante o tratamento, Duda passou a confeccionar terços, transformando seu tempo de repouso em uma espécie de apostolado.
Juliano, seu pai, recorda a retidão de seu coração: após vender suas peças, ela decidiu doar o valor arrecadado para a paróquia que frequentava. Ao vê-la com uma quantia significativa nas mãos, Juliano sugeriu que ela entregasse o dinheiro diretamente ao padre, ressaltando que ele ficaria muito contente em saber do seu esforço e generosidade.
A resposta da jovem, contudo, revelou uma maturidade espiritual incomum. Duda insistiu que a doação deveria ser anônima e colocada diretamente na caixa de ofertas. Para ela, de nada valia os aplausos ou agradecimentos do padre; seu compromisso e sua oferta eram, única e exclusivamente, um segredo entre ela e Deus.
Assim como Carlo, ela mostrou com a própria vida que é possível desejar o céu apaixonadamente, sem nunca abrir mão da própria juventude. O vínculo tornou-se físico quando o Arcebispo Dom Gil Antônio Moreira providenciou para que ela recebesse uma relíquia de São Carlo Acutis; relíquia com a qual ela dormia e encontrava consolo em suas noites de maior agonia, e que foi trazida pelo Padre Fábio Vieira da Itália — sacerdote que conviveu com a família do santo por alguns anos.
A sua força motriz, contudo, vinha da Eucaristia. O testemunho mais contundente dessa entrega ocorreu no Natal de 2024. Já acamada, com o corpo visivelmente debilitado pela recidiva da doença e sentindo dores que tornavam qualquer movimento um suplício, Duda insistiu que não poderia passar o nascimento de Jesus longe do altar.
Sem conseguir andar ou sequer sustentar o próprio corpo, ela enfrentou o sacrifício de ser transportada em um carro adaptado para chegar à Missa do Galo, nos Arautos do Evangelho.

Cada solavanco do caminho era uma oferta. Ao chegar, mesmo exausta e sob um sofrimento físico que a medicina mal conseguia explicar, ela ainda dizia “Por Ele a gente faz tudo”.
Sua presença silenciosa e determinada naquela noite foi tão impactante que o Padre Sebastião, amigo da família e celebrante, visivelmente comovido, usou seu exemplo na homilia para recordar à assembleia o verdadeiro sentido da fidelidade a Cristo.
Duda partiu em janeiro de 2025, mas deixou para trás uma família convertida e uma multidão de jovens inspirados por seu testemunho. Seu corpo foi sepultado em Andrelândia (MG), mas sua história continua a ser escrita.
Para os pais, a jornada de Duda foi um processo de “lapidação”. Deus usou a vida dela para ensinar que a confiança total não depende de circunstâncias favoráveis. “Deus dá o sofrimento para os seus filhos mais amados”, costumava dizer a jovem.
Hoje, o testemunho de Maria Eduarda chegou ao Vaticano. E, em sua memória, no Jubileu dos Coroinhas de 2025, foi dedicada uma Cápsula do Tempo, que será aberta apenas em 2033, contendo mensagens de fé para a Igreja do futuro.
Mas o verdadeiro milagre já aconteceu: na entrega total de uma menina que, no auge de sua juventude, preferiu a cruz à cura, encontrando na dor o caminho mais curto para o abraço do Pai.
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