O venerável Fulton Sheen foi uma das figuras mais conhecidas do Catolicismo no século XX.
Grande pregador e professor, intelectual influente, Sheen seria uma das vozes mais ouvidas do seu tempo e o seu programa de TV Your Life Is Worth Living ganharia o prêmio Emmy devido à sua importância dentro da cultura norte-americana.
Fulton Sheen nasceu em 8 de maio de 1895, na cidade de El Paso, no estado de Illinois, EUA, e cresceu sendo educado na fé católica. Foi ordenado padre ainda bem jovem, pela diocese de Peoria, no ano de 1919, aos 24 anos.
Logo após sua ordenação, Sheen foi estudar na Europa para aprofundar seus conhecimentos a respeito da teologia e da Igreja Católica.
Em uma atualização aguardada por milhões de fiéis, a Santa Sé confirmou em fevereiro de 2026 que o processo de beatificação do Venerável Arcebispo foi oficialmente retomado, aproximando-o finalmente da honra dos altares.
Neste artigo, exploramos quem foi Fulton Sheen, seu impacto na comunicação mundial e os detalhes sobre sua caminhada rumo à santidade.
Nascido Peter John Sheen em 1895, o jovem Fulton demonstrou cedo uma inteligência brilhante. Logo após sua ordenação em 1919, ele buscou aprofundar seus conhecimentos na Europa, tornando-se o primeiro americano a receber o Prêmio Internacional de Filosofia Cardeal Mercier, na Universidade de Louvain.

Depois de retornar da Europa, Sheen começaria um grande trabalho de apostolado, pregando e ensinando filosofia e teologia na Universidade Católica da América, na cidade de Washington.
Sua carreira acadêmica, no entanto, foi apenas a base para sua verdadeira missão: a comunicação de massa. Entre 1930 e 1950, ele apresentou o programa The Catholic Hour, na NBC, tornando-se um dos maiores comunicadores católicos do século XX.
Em 1930, ele iniciou um programa dominical na rádio, chamado A hora católica. Esse seria o primeiro de vários programas de sucesso comandados pelo futuro Venerável. A hora católica manteve uma audiência significativa, atraindo aproximadamente quatro milhões de ouvintes semanais, durante um período de vinte anos.
Em 1951, Sheen foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Nova York. Neste mesmo ano, iniciou o seu programa Life is Worth Living, um dos programas católicos mais populares e influentes do século XX. O programa ficou no ar durante seis anos, até 1957.
No início da década de 60, ele começaria outro programa de muito sucesso, no mesmo formato: The Fulton Sheen Program, que durou de 1961 até 1968.

Em 1979, Fulton Sheen encontrou-se com o Santo Papa João Paulo II, na Catedral de São Patrício, em Nova York. O Santo Padre disse ao Arcebispo: “Você tem falado e escrito muito bem a respeito de Nosso Senhor Jesus Cristo. Você é um filho verdadeiramente fiel à Igreja Católica”.
Naquele mesmo ano, Sheen faleceria, no dia 9 de dezembro.
Fulton Sheen recebeu oficialmente o título de Venerável em 2012, quando o Vaticano reconheceu a sua trajetória como uma vida de “virtudes heroicas”.
Além de ter sido um comunicador exemplar e de ter empregado os meios de comunicação modernos para evangelização como poucos conseguiram fazer, o Venerável Fulton Sheen também manteve uma vida intelectual ativa. Foi professor universitário durante 23 anos e publicou 66 livros, entre eles A vida de Cristo, livro que viria a se tornar um clássico.
O seu trabalho e a sua influência foram muito importantes para a Igreja Católica nos Estados Unidos. Sheen foi responsável por angariar milhões de dólares para as missões da Sociedade Para a Propagação da Fé, trabalho que conduziu durante 16 anos, tendo ajudado 129 dioceses espalhadas pelos Estados Unidos e influenciado pessoas no mundo inteiro.

À época de seus programas no rádio e na TV, o Arcebispo recebia de 70 a 100 cartas por dia. Inúmeras pessoas creditaram sua conversão ao Catolicismo à influência de Sheen. Desde as pessoas que ele encontrava diariamente nas igrejas em que exerceu seu sacerdócio e seu bispado, até celebridades que o procuravam em busca de auxílio espiritual. Dentre essas pessoas estão o escritor agnóstico Heywood Broun, o político Clare Boothe Luce, o empresário Henry Ford II, o escritor comunista Louis F. Budenz, o compositor e violinista Fritz Kreisler e a atriz Virginia Mayo.
Merece ser lembrada também a devoção do Arcebispo Sheen para com o Santíssimo Sacramento. Desde a sua ordenação, o Venerável fez o propósito de fazer uma hora de adoração ao Santíssimo todos os dias. Propósito que ele manteve até o final da vida, pois, quando morreu, foi encontrado em sua capela diante do Santíssimo Sacramento.
O trabalho de Fulton Sheen também foi importantíssimo para combater as ideologias contrárias ao Catolicismo que foram tomando conta das universidades e dos veículos de mídia após a década de 50.
Para ser considerado beato, a Igreja exige a comprovação de um milagre. O caso que levou Fulton Sheen à beatificação envolve a cura inexplicável de James Fulton Engstrom, um bebê que nasceu sem batimentos cardíacos e, após 61 minutos e orações à intercessão de Sheen, voltou à vida sem qualquer sequela.
Saiba como funciona o processo de canonização na Igreja Católica.
Muitos fiéis se perguntam por que um processo que parecia finalizado em 2019 sofreu uma pausa de sete anos. A demora não se deveu a dúvidas sobre a santidade de Sheen, mas a uma complexa combinação de fatores jurídicos e prudência eclesiástica.
O principal entrave foi uma longa batalha judicial sobre o local onde o corpo do Arcebispo deveria repousar. A sobrinha de Sheen, Joan Sheen Cunningham, solicitou a transferência dos restos mortais da Catedral de São Patrício, em Nova York, para a Catedral de Santa Maria, em Peoria (onde ele foi ordenado).
Após anos de litígio, a justiça de Nova York deu ganho de causa à família, permitindo que as relíquias fossem transladadas em 2019, o que é um requisito essencial para a cerimônia de beatificação em sua diocese de origem.
Mesmo com o milagre da cura de James Fulton Engstrom aprovado pelo Papa Francisco em julho de 2019, o Vaticano optou por uma “pausa cautelar” em dezembro daquele mesmo ano. O objetivo foi realizar uma revisão minuciosa de sua gestão como Bispo de Rochester (1966-1969), garantindo que não houvesse qualquer falha administrativa ou omissão em relação a casos de má conduta do clero na época.
Após uma investigação exaustiva que reafirmou a integridade impecável do Arcebispo, o cenário mudou drasticamente em fevereiro de 2026.
No dia 9 de fevereiro de 2026, o Bispo Louis Tylka quebrou o silêncio e trouxe a notícia que a Santa Sé emitiu o decreto final de “nada consta”, encerrando todas as revisões pendentes.
A proclamação oficial de Fulton Sheen como Beato está prevista para o segundo semestre de 2026, em Peoria, Illinois. Este evento promete ser um dos maiores marcos da Igreja nos Estados Unidos neste século, atraindo peregrinos e comunicadores de todo o mundo.
Agora, você pode conferir uma parte desse trabalho na Lumine.

Está disponível em nossa plataforma a série A vida vale a pena, uma coletânea de dez episódios da série original apresentada pelo Venerável Fulton Sheen. Inédita no Brasil, a série aborda temas como “a Eucaristia”, “a revolução sexual”, “o comunismo”, “a morte de Deus” e vários assuntos relacionados à religião e à vida do homem moderno.
***
Assine a Lumine e tenha acesso à série de Fulton Sheen e a centenas de outros conteúdos inspiradores.
O venerável Fulton Sheen foi uma das figuras mais conhecidas do Catolicismo no século XX.
Grande pregador e professor, intelectual influente, Sheen seria uma das vozes mais ouvidas do seu tempo e o seu programa de TV Your Life Is Worth Living ganharia o prêmio Emmy devido à sua importância dentro da cultura norte-americana.
Fulton Sheen nasceu em 8 de maio de 1895, na cidade de El Paso, no estado de Illinois, EUA, e cresceu sendo educado na fé católica. Foi ordenado padre ainda bem jovem, pela diocese de Peoria, no ano de 1919, aos 24 anos.
Logo após sua ordenação, Sheen foi estudar na Europa para aprofundar seus conhecimentos a respeito da teologia e da Igreja Católica.
Em uma atualização aguardada por milhões de fiéis, a Santa Sé confirmou em fevereiro de 2026 que o processo de beatificação do Venerável Arcebispo foi oficialmente retomado, aproximando-o finalmente da honra dos altares.
Neste artigo, exploramos quem foi Fulton Sheen, seu impacto na comunicação mundial e os detalhes sobre sua caminhada rumo à santidade.
Nascido Peter John Sheen em 1895, o jovem Fulton demonstrou cedo uma inteligência brilhante. Logo após sua ordenação em 1919, ele buscou aprofundar seus conhecimentos na Europa, tornando-se o primeiro americano a receber o Prêmio Internacional de Filosofia Cardeal Mercier, na Universidade de Louvain.

Depois de retornar da Europa, Sheen começaria um grande trabalho de apostolado, pregando e ensinando filosofia e teologia na Universidade Católica da América, na cidade de Washington.
Sua carreira acadêmica, no entanto, foi apenas a base para sua verdadeira missão: a comunicação de massa. Entre 1930 e 1950, ele apresentou o programa The Catholic Hour, na NBC, tornando-se um dos maiores comunicadores católicos do século XX.
Em 1930, ele iniciou um programa dominical na rádio, chamado A hora católica. Esse seria o primeiro de vários programas de sucesso comandados pelo futuro Venerável. A hora católica manteve uma audiência significativa, atraindo aproximadamente quatro milhões de ouvintes semanais, durante um período de vinte anos.
Em 1951, Sheen foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Nova York. Neste mesmo ano, iniciou o seu programa Life is Worth Living, um dos programas católicos mais populares e influentes do século XX. O programa ficou no ar durante seis anos, até 1957.
No início da década de 60, ele começaria outro programa de muito sucesso, no mesmo formato: The Fulton Sheen Program, que durou de 1961 até 1968.

Em 1979, Fulton Sheen encontrou-se com o Santo Papa João Paulo II, na Catedral de São Patrício, em Nova York. O Santo Padre disse ao Arcebispo: “Você tem falado e escrito muito bem a respeito de Nosso Senhor Jesus Cristo. Você é um filho verdadeiramente fiel à Igreja Católica”.
Naquele mesmo ano, Sheen faleceria, no dia 9 de dezembro.
Fulton Sheen recebeu oficialmente o título de Venerável em 2012, quando o Vaticano reconheceu a sua trajetória como uma vida de “virtudes heroicas”.
Além de ter sido um comunicador exemplar e de ter empregado os meios de comunicação modernos para evangelização como poucos conseguiram fazer, o Venerável Fulton Sheen também manteve uma vida intelectual ativa. Foi professor universitário durante 23 anos e publicou 66 livros, entre eles A vida de Cristo, livro que viria a se tornar um clássico.
O seu trabalho e a sua influência foram muito importantes para a Igreja Católica nos Estados Unidos. Sheen foi responsável por angariar milhões de dólares para as missões da Sociedade Para a Propagação da Fé, trabalho que conduziu durante 16 anos, tendo ajudado 129 dioceses espalhadas pelos Estados Unidos e influenciado pessoas no mundo inteiro.

À época de seus programas no rádio e na TV, o Arcebispo recebia de 70 a 100 cartas por dia. Inúmeras pessoas creditaram sua conversão ao Catolicismo à influência de Sheen. Desde as pessoas que ele encontrava diariamente nas igrejas em que exerceu seu sacerdócio e seu bispado, até celebridades que o procuravam em busca de auxílio espiritual. Dentre essas pessoas estão o escritor agnóstico Heywood Broun, o político Clare Boothe Luce, o empresário Henry Ford II, o escritor comunista Louis F. Budenz, o compositor e violinista Fritz Kreisler e a atriz Virginia Mayo.
Merece ser lembrada também a devoção do Arcebispo Sheen para com o Santíssimo Sacramento. Desde a sua ordenação, o Venerável fez o propósito de fazer uma hora de adoração ao Santíssimo todos os dias. Propósito que ele manteve até o final da vida, pois, quando morreu, foi encontrado em sua capela diante do Santíssimo Sacramento.
O trabalho de Fulton Sheen também foi importantíssimo para combater as ideologias contrárias ao Catolicismo que foram tomando conta das universidades e dos veículos de mídia após a década de 50.
Para ser considerado beato, a Igreja exige a comprovação de um milagre. O caso que levou Fulton Sheen à beatificação envolve a cura inexplicável de James Fulton Engstrom, um bebê que nasceu sem batimentos cardíacos e, após 61 minutos e orações à intercessão de Sheen, voltou à vida sem qualquer sequela.
Saiba como funciona o processo de canonização na Igreja Católica.
Muitos fiéis se perguntam por que um processo que parecia finalizado em 2019 sofreu uma pausa de sete anos. A demora não se deveu a dúvidas sobre a santidade de Sheen, mas a uma complexa combinação de fatores jurídicos e prudência eclesiástica.
O principal entrave foi uma longa batalha judicial sobre o local onde o corpo do Arcebispo deveria repousar. A sobrinha de Sheen, Joan Sheen Cunningham, solicitou a transferência dos restos mortais da Catedral de São Patrício, em Nova York, para a Catedral de Santa Maria, em Peoria (onde ele foi ordenado).
Após anos de litígio, a justiça de Nova York deu ganho de causa à família, permitindo que as relíquias fossem transladadas em 2019, o que é um requisito essencial para a cerimônia de beatificação em sua diocese de origem.
Mesmo com o milagre da cura de James Fulton Engstrom aprovado pelo Papa Francisco em julho de 2019, o Vaticano optou por uma “pausa cautelar” em dezembro daquele mesmo ano. O objetivo foi realizar uma revisão minuciosa de sua gestão como Bispo de Rochester (1966-1969), garantindo que não houvesse qualquer falha administrativa ou omissão em relação a casos de má conduta do clero na época.
Após uma investigação exaustiva que reafirmou a integridade impecável do Arcebispo, o cenário mudou drasticamente em fevereiro de 2026.
No dia 9 de fevereiro de 2026, o Bispo Louis Tylka quebrou o silêncio e trouxe a notícia que a Santa Sé emitiu o decreto final de “nada consta”, encerrando todas as revisões pendentes.
A proclamação oficial de Fulton Sheen como Beato está prevista para o segundo semestre de 2026, em Peoria, Illinois. Este evento promete ser um dos maiores marcos da Igreja nos Estados Unidos neste século, atraindo peregrinos e comunicadores de todo o mundo.
Agora, você pode conferir uma parte desse trabalho na Lumine.

Está disponível em nossa plataforma a série A vida vale a pena, uma coletânea de dez episódios da série original apresentada pelo Venerável Fulton Sheen. Inédita no Brasil, a série aborda temas como “a Eucaristia”, “a revolução sexual”, “o comunismo”, “a morte de Deus” e vários assuntos relacionados à religião e à vida do homem moderno.
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