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Entrevista exclusiva: Ziza Fernandes fala sobre a recusa à “meia-vida” e a coragem de ser quem se é
Por Redação Lumine
|
17.fev.2026
Midle Dot

Se é verdade, como escreveu Antônio Machado, que “Quien solo espera hablar a Dios un día”, a trajetória de Ziza Fernandes pode ser lida como uma longa e visceral conversa em busca desse encontro final.

Em uma era de personalidades fragmentadas, onde somos pressionados a caber em nichos e rótulos que nos tornem fáceis de consumir, a vida da Ziza é uma contradição. Cantora, compositora, mestra em psicologia, logoterapeuta e mosaicista, ela recusa o conforto de caber em “caixas” para ser — em suas próprias palavras — “muita coisa”, desde que todos os seus caminhos a aproximem mais de si mesma e de Deus. 

Sua trajetória de mais de 30 anos não é feita apenas de palcos iluminados, viagens internacionais e aplausos, mas de uma busca completa por sentido, sobretudo na dor, na solidão e no sacrifício. 

Da pequena Moreira Sales, no interior do Paraná, para as grandes catedrais da Europa, Ziza trilhou um caminho que muitos evitam: o da sinceridade absoluta. Para ela, a maturidade não é o fim dos conflitos, mas a conquista da “habilidade de saber errar em paz” e de “sentir dor pelas coisas certas”.   

Nesta entrevista exclusiva para a Lumine, Ziza abre os bastidores da sua vida. Falamos sobre a urgência de ser inteiro em um mundo de meias verdades, o peso da herança familiar e o lançamento de seu docudrama, Mais, na nossa plataforma. 

Lumine entrevista Ziza Fernandes 

Redação Lumine: Ziza, você participou de toda a construção do seu novo filme, do roteiro à direção. Mas o que mais chama a atenção no formato do docudrama é essa escolha pela espontaneidade. Por que correr o risco de gravar um filme ao vivo, sem edições? O que te fez escolher esse formato? 

Ziza Fernandes: Para mim, o que é feito ao vivo é sempre muito mais atraente e cheio de sentido. Sou uma eterna defensora da música de verdade, daquilo que você entrega com o que tem no momento, e não com o que as máscaras de pós-produção oferecem. 

Eu gosto de correr o risco de viver, porque isso é a vida para mim. Muita gente me perguntou se eu decorei os textos do filme. Não, sou eu mesma. Eu gosto de falar à queima-roupa. Quero que a tecnologia me economize tempo, claro, mas que nunca me tire o direito de sentir o frio na barriga, que é digno de todo artista e de toda pessoa humana. No filme, optei por uma produção que não disfarçasse minhas vulnerabilidades. Não usei teleprompter nem recursos para alterar a minha voz. Se passou uma nota desafinada ali, é assim mesmo. Queria que as pessoas experimentassem uma experiência totalmente desnuda e cheia de riscos, do jeito que a vida é.

Redação Lumine:  No filme, há um momento em que você pisa no palco do Teatro Paiol, em Curitiba, e relembra o início de tudo. O que mudou na sua forma de encarar os erros e a própria carreira desde aquela primeira vez? 

Ziza Fernandes: Acredito que com os anos eu fui desenvolvendo a capacidade de errar em paz. Errar em paz é um fruto da maturidade. Quando somos jovens, perdemos o sono nos comparando com os outros. Mas, na vida madura, não dá tempo de pensar na vida alheia, temos muita coisa para resolver.  

O que mudou foi a aceitação de quem eu sou, pagando o preço que for necessário. Eu não tenho um nicho exclusivo e, às vezes, preciso suportar a rejeição de um mercado que acha a juventude mais interessante que a vida madura. 

Mas, apesar de todas essas mudanças, existe um fio de ouro condutor que permanece. Hoje, percebo que escreveria as mesmas letras de 30 anos atrás. O essencial permanece, apesar de tudo. Sinto que era uma semente e agora sou uma árvore bem enraizada que tem força suficiente para suportar as tempestades.

Redação Lumine: Você fala da sua família e das suas raízes com uma ternura muito grande. Como foi o processo de olhar para o passado — com todas as suas dificuldades — e entender que aquele solo, por mais duro que fosse, era o lugar onde sua vocação precisava brotar?  

Ziza Fernandes: Quando eu era jovem, não tinha muita noção do que estava construindo; apenas seguia o sopro que, hoje, tenho certeza que era o Espírito de Deus na minha consciência. A aceitação foi um caminho, não aconteceu do dia para a noite. Eu não pedia satisfação a Deus, eu entendia que aceitar era a atitude mais inteligente. Hoje eu sei que esse caminho me tornou uma pessoa confiável. 

Tenho muito orgulho das minhas raízes. Venho de uma família com uma sabedoria que não se aprende em livros. Minha tia, por exemplo, sabe que vai chover apenas observando o comportamento de um mosquito. E eu acho isso lindo; o cúmulo da sabedoria de si. Como não enxergar beleza na simplicidade de onde eu vim? Olhar para a minha história, para a miséria e para a beleza dos meus pais em um processo terapêutico honesto, me deu muita liberdade. Eu não tenho medo de não saber, não tenho medo de gente grande nem pequena. A verdade é mais segura. Sempre vai ser mais seguro ser verdadeiro. A verdade não se negocia. É só isso.   

Redação Lumine: Ziza, você já cantou na Torre Eiffel e até para o Papa São João Paulo II, um santo. Mas você afirma que nenhum currículo vale mais do que o domínio de si. Como a aceitação da sua identidade — católica, latina, filha do interior — te levou tão longe? 

Ziza Fernandes: Sabe aquela passagem bíblica de que mais vale quem conquista o próprio coração do que aquele que domina uma cidade inteira? Eu adoro esse provérbio porque ele me diz exatamente isso. Não ia adiantar nada eu ter feito grandes coisas, andado em tantos países, ter cantado na Torre Eiffel ou para um santo, se eu não tivesse domínio próprio. 

Antes de fazer tantas coisas grandiosas e internacionais, eu preciso me ter a mim mesma; fechar a porta do meu quarto comigo dentro precisa ser uma relação amistosa, verdadeira e amorosa. Se não, você é uma farsa pública, e hoje não está difícil encontrar farsas por aí. Então não existe, para mim, uma pessoa bem-sucedida que não tenha uma autoaceitação estabelecida. Ela pode ter dinheiro na conta e ganhos, mas isso não condiz com o que eu vejo que é estruturado para uma pessoa realmente feliz com a própria vida. Eu preciso dormir em paz na minha cama. A isso eu chamo aceitação. Minha raiz foi o que me fez livre.

Redação Lumine: Ouso dizer que um traço marcante na sua personalidade é essa recusa de viver uma “meia-vida”. Em mais de 30 anos de carreira, qual foi o momento mais difícil em que você teve que escolher a solidão para não perder a sua essência artística?

Ziza Fernandes: Foi um processo natural e paulatino. Quando você trilha um caminho artístico com valores morais e espirituais, as escolhas se tornam evidentes. É muito claro quando alguém tem a “alma vendida” ou concorda com atitudes ilícitas. Eu não me ocupei em tirar pessoas do meu caminho; eu me ocupei em tomar boas decisões para o meu futuro. Quando você decide entrar pela porta estreita, quem não tem os mesmos princípios acaba não seguindo com você. A fachada do trabalho pode até ser igual, mas o bastidor não. Estar nesse lugar singular pode ser solitário, mas hoje eu entendo isso como respeito. Dizem que sou braba, direta, seca… Eu costumo dizer que, para me conhecer de verdade, você tem que sofrer do meu lado. Só isso.

Redação Lumine: Onde você busca energia para ser essa presença tão intensa e inteira, mesmo diante do cansaço ou das incompreensões?

Ziza Fernandes: Mais que meu trabalho, a arte é minha fonte de força, de descanso, de catarse e de autoconhecimento. Eu sou musicista, mas também mosaicista e iconógrafa. Tenho um aspecto muito forte na vida que é a arte plástica. Fui para Roma estudar arte sacra, iconografia bizantina. 

Eu amo uma pintura, uma escultura e amo escrever. Acho que escrever me salva de mim mesma, das minhas próprias loucuras. Eu não descanso perto da feiura; a feiura é uma tortura para mim. Por isso, preciso contemplar o que é bom, ler um Dostoiévski ou um Viktor Frankl. 

Acredito muito na arte como ferramenta terapêutica reconstrutora da mente humana, salvadora dos burnouts e desgastes que a gente nem percebe que vive. O ser humano precisa da beleza para ter lucidez. Como eu me recarrego? Sendo o mais eu mesma possível, vivendo minhas habilidades ao máximo.   

Redação Lumine: O que o público pode esperar da Ziza Fernandes para 2026? Sabemos que sempre há muitos projetos a caminho. 

Ziza Fernandes: O ano está cheio! Agora em março lanço o primeiro volume da coleção Travessia, chamado “A Beleza das Cicatrizes”. É um projeto terapêutico lindo que se transformou em livros de 400 páginas cada. Na parte artística, estou lançando um álbum com o Maninho, chamado Dois, com uma sonoridade de voz e violão ao vivo. Também temos o lançamento nos cinemas de um novo filme com meus alunos da pós-graduação, chamado Todas Elas em Uma. E sigo com meu trabalho no Conselho Episcopal Latino-Americano e formações para artistas em vários países. Tem muita coisa boa vindo por aí. 

Redação Lumine: Se você pudesse dar um conselho para aquela menina que começou a carreira no interior, cheia de medos, o que diria a ela hoje? 

Ziza Fernandes: “Larga de ser besta, que a vida é de gente simples”. Diria para ela não se preocupar com a opinião alheia e só ir. O segredo da vida é ser transparente e não ter nada a esconder. É uma delícia viver assim, é muito mais leve. 


Quer mergulhar ainda mais nessa história? 

O filme Mais, de Ziza Fernandes, já está disponível na Lumine. 

Assista agora e descubra como as cicatrizes da história podem ser transformadas em um mosaico de luz e sentido.   

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Se é verdade, como escreveu Antônio Machado, que “Quien solo espera hablar a Dios un día”, a trajetória de Ziza Fernandes pode ser lida como uma longa e visceral conversa em busca desse encontro final.

Em uma era de personalidades fragmentadas, onde somos pressionados a caber em nichos e rótulos que nos tornem fáceis de consumir, a vida da Ziza é uma contradição. Cantora, compositora, mestra em psicologia, logoterapeuta e mosaicista, ela recusa o conforto de caber em “caixas” para ser — em suas próprias palavras — “muita coisa”, desde que todos os seus caminhos a aproximem mais de si mesma e de Deus. 

Sua trajetória de mais de 30 anos não é feita apenas de palcos iluminados, viagens internacionais e aplausos, mas de uma busca completa por sentido, sobretudo na dor, na solidão e no sacrifício. 

Da pequena Moreira Sales, no interior do Paraná, para as grandes catedrais da Europa, Ziza trilhou um caminho que muitos evitam: o da sinceridade absoluta. Para ela, a maturidade não é o fim dos conflitos, mas a conquista da “habilidade de saber errar em paz” e de “sentir dor pelas coisas certas”.   

Nesta entrevista exclusiva para a Lumine, Ziza abre os bastidores da sua vida. Falamos sobre a urgência de ser inteiro em um mundo de meias verdades, o peso da herança familiar e o lançamento de seu docudrama, Mais, na nossa plataforma. 

Lumine entrevista Ziza Fernandes 

Redação Lumine: Ziza, você participou de toda a construção do seu novo filme, do roteiro à direção. Mas o que mais chama a atenção no formato do docudrama é essa escolha pela espontaneidade. Por que correr o risco de gravar um filme ao vivo, sem edições? O que te fez escolher esse formato? 

Ziza Fernandes: Para mim, o que é feito ao vivo é sempre muito mais atraente e cheio de sentido. Sou uma eterna defensora da música de verdade, daquilo que você entrega com o que tem no momento, e não com o que as máscaras de pós-produção oferecem. 

Eu gosto de correr o risco de viver, porque isso é a vida para mim. Muita gente me perguntou se eu decorei os textos do filme. Não, sou eu mesma. Eu gosto de falar à queima-roupa. Quero que a tecnologia me economize tempo, claro, mas que nunca me tire o direito de sentir o frio na barriga, que é digno de todo artista e de toda pessoa humana. No filme, optei por uma produção que não disfarçasse minhas vulnerabilidades. Não usei teleprompter nem recursos para alterar a minha voz. Se passou uma nota desafinada ali, é assim mesmo. Queria que as pessoas experimentassem uma experiência totalmente desnuda e cheia de riscos, do jeito que a vida é.

Redação Lumine:  No filme, há um momento em que você pisa no palco do Teatro Paiol, em Curitiba, e relembra o início de tudo. O que mudou na sua forma de encarar os erros e a própria carreira desde aquela primeira vez? 

Ziza Fernandes: Acredito que com os anos eu fui desenvolvendo a capacidade de errar em paz. Errar em paz é um fruto da maturidade. Quando somos jovens, perdemos o sono nos comparando com os outros. Mas, na vida madura, não dá tempo de pensar na vida alheia, temos muita coisa para resolver.  

O que mudou foi a aceitação de quem eu sou, pagando o preço que for necessário. Eu não tenho um nicho exclusivo e, às vezes, preciso suportar a rejeição de um mercado que acha a juventude mais interessante que a vida madura. 

Mas, apesar de todas essas mudanças, existe um fio de ouro condutor que permanece. Hoje, percebo que escreveria as mesmas letras de 30 anos atrás. O essencial permanece, apesar de tudo. Sinto que era uma semente e agora sou uma árvore bem enraizada que tem força suficiente para suportar as tempestades.

Redação Lumine: Você fala da sua família e das suas raízes com uma ternura muito grande. Como foi o processo de olhar para o passado — com todas as suas dificuldades — e entender que aquele solo, por mais duro que fosse, era o lugar onde sua vocação precisava brotar?  

Ziza Fernandes: Quando eu era jovem, não tinha muita noção do que estava construindo; apenas seguia o sopro que, hoje, tenho certeza que era o Espírito de Deus na minha consciência. A aceitação foi um caminho, não aconteceu do dia para a noite. Eu não pedia satisfação a Deus, eu entendia que aceitar era a atitude mais inteligente. Hoje eu sei que esse caminho me tornou uma pessoa confiável. 

Tenho muito orgulho das minhas raízes. Venho de uma família com uma sabedoria que não se aprende em livros. Minha tia, por exemplo, sabe que vai chover apenas observando o comportamento de um mosquito. E eu acho isso lindo; o cúmulo da sabedoria de si. Como não enxergar beleza na simplicidade de onde eu vim? Olhar para a minha história, para a miséria e para a beleza dos meus pais em um processo terapêutico honesto, me deu muita liberdade. Eu não tenho medo de não saber, não tenho medo de gente grande nem pequena. A verdade é mais segura. Sempre vai ser mais seguro ser verdadeiro. A verdade não se negocia. É só isso.   

Redação Lumine: Ziza, você já cantou na Torre Eiffel e até para o Papa São João Paulo II, um santo. Mas você afirma que nenhum currículo vale mais do que o domínio de si. Como a aceitação da sua identidade — católica, latina, filha do interior — te levou tão longe? 

Ziza Fernandes: Sabe aquela passagem bíblica de que mais vale quem conquista o próprio coração do que aquele que domina uma cidade inteira? Eu adoro esse provérbio porque ele me diz exatamente isso. Não ia adiantar nada eu ter feito grandes coisas, andado em tantos países, ter cantado na Torre Eiffel ou para um santo, se eu não tivesse domínio próprio. 

Antes de fazer tantas coisas grandiosas e internacionais, eu preciso me ter a mim mesma; fechar a porta do meu quarto comigo dentro precisa ser uma relação amistosa, verdadeira e amorosa. Se não, você é uma farsa pública, e hoje não está difícil encontrar farsas por aí. Então não existe, para mim, uma pessoa bem-sucedida que não tenha uma autoaceitação estabelecida. Ela pode ter dinheiro na conta e ganhos, mas isso não condiz com o que eu vejo que é estruturado para uma pessoa realmente feliz com a própria vida. Eu preciso dormir em paz na minha cama. A isso eu chamo aceitação. Minha raiz foi o que me fez livre.

Redação Lumine: Ouso dizer que um traço marcante na sua personalidade é essa recusa de viver uma “meia-vida”. Em mais de 30 anos de carreira, qual foi o momento mais difícil em que você teve que escolher a solidão para não perder a sua essência artística?

Ziza Fernandes: Foi um processo natural e paulatino. Quando você trilha um caminho artístico com valores morais e espirituais, as escolhas se tornam evidentes. É muito claro quando alguém tem a “alma vendida” ou concorda com atitudes ilícitas. Eu não me ocupei em tirar pessoas do meu caminho; eu me ocupei em tomar boas decisões para o meu futuro. Quando você decide entrar pela porta estreita, quem não tem os mesmos princípios acaba não seguindo com você. A fachada do trabalho pode até ser igual, mas o bastidor não. Estar nesse lugar singular pode ser solitário, mas hoje eu entendo isso como respeito. Dizem que sou braba, direta, seca… Eu costumo dizer que, para me conhecer de verdade, você tem que sofrer do meu lado. Só isso.

Redação Lumine: Onde você busca energia para ser essa presença tão intensa e inteira, mesmo diante do cansaço ou das incompreensões?

Ziza Fernandes: Mais que meu trabalho, a arte é minha fonte de força, de descanso, de catarse e de autoconhecimento. Eu sou musicista, mas também mosaicista e iconógrafa. Tenho um aspecto muito forte na vida que é a arte plástica. Fui para Roma estudar arte sacra, iconografia bizantina. 

Eu amo uma pintura, uma escultura e amo escrever. Acho que escrever me salva de mim mesma, das minhas próprias loucuras. Eu não descanso perto da feiura; a feiura é uma tortura para mim. Por isso, preciso contemplar o que é bom, ler um Dostoiévski ou um Viktor Frankl. 

Acredito muito na arte como ferramenta terapêutica reconstrutora da mente humana, salvadora dos burnouts e desgastes que a gente nem percebe que vive. O ser humano precisa da beleza para ter lucidez. Como eu me recarrego? Sendo o mais eu mesma possível, vivendo minhas habilidades ao máximo.   

Redação Lumine: O que o público pode esperar da Ziza Fernandes para 2026? Sabemos que sempre há muitos projetos a caminho. 

Ziza Fernandes: O ano está cheio! Agora em março lanço o primeiro volume da coleção Travessia, chamado “A Beleza das Cicatrizes”. É um projeto terapêutico lindo que se transformou em livros de 400 páginas cada. Na parte artística, estou lançando um álbum com o Maninho, chamado Dois, com uma sonoridade de voz e violão ao vivo. Também temos o lançamento nos cinemas de um novo filme com meus alunos da pós-graduação, chamado Todas Elas em Uma. E sigo com meu trabalho no Conselho Episcopal Latino-Americano e formações para artistas em vários países. Tem muita coisa boa vindo por aí. 

Redação Lumine: Se você pudesse dar um conselho para aquela menina que começou a carreira no interior, cheia de medos, o que diria a ela hoje? 

Ziza Fernandes: “Larga de ser besta, que a vida é de gente simples”. Diria para ela não se preocupar com a opinião alheia e só ir. O segredo da vida é ser transparente e não ter nada a esconder. É uma delícia viver assim, é muito mais leve. 


Quer mergulhar ainda mais nessa história? 

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