O programa de desenhos bíblicos da Record, que antes era considerado livre para todas as idades, recebeu nova classificação após avaliação que apontou violência, atos criminosos, drogas lícitas e situações de preconceito.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública elevou de livre para todas as idades para não recomendado a menores de 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido pela Record TV. A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 2.272/2026, publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro.
De acordo com a justificativa apresentada pela Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, a reavaliação identificou quatro elementos nas animações: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
A decisão chamou a atenção por envolver uma programação voltada ao público infantil, que apresenta histórias e personagens inspirados em passagens bíblicas. Até então, o conteúdo era considerado adequado para espectadores de todas as idades.
O que muda com a nova classificação?
Com a indicação para maiores de 12 anos, o Ministério da Justiça recomenda que o programa seja exibido na televisão aberta a partir das 20h. A alteração, entretanto, não significa que os desenhos tenham sido proibidos ou que crianças menores de 12 anos estejam impedidas de assistir à atração.
A classificação indicativa tem caráter informativo e busca orientar pais e responsáveis sobre o conteúdo audiovisual consumido por crianças e adolescentes. Dessa forma, a decisão não representa, por si só, uma proibição de exibição em outros horários.
Programa faz parte da programação da Record desde 2003
O Record Kids – Desenhos Bíblicos integra a programação da emissora desde 2003 e reúne animações que apresentam episódios e personagens do Antigo e do Novo Testamento em formato direcionado ao público infantil.
A mudança na classificação reacendeu discussões sobre os critérios utilizados pelo governo na avaliação de produções audiovisuais, especialmente aquelas que abordam temas religiosos. Entre os questionamentos levantados está a necessidade de maior detalhamento sobre quais episódios ou cenas motivaram a reclassificação.
Até o momento, as informações divulgadas sobre a decisão apontam os descritores considerados na avaliação, mas não apresentam a identificação individualizada das cenas que levaram à nova faixa etária. O Ministério da Justiça deverá apresentar as cenas e episódios que levaram à decisão, mas ainda sem data prevista.





