Estar conectado nem sempre significa estar acompanhado. E tirar boas notas não significa necessariamente sentir-se capaz.

Por trás de muitos estudantes, escolas e universidades, podem se esconder o medo do futuro, a insegurança e a solidão.

Os três desafios que o Papa apresenta às pastorais escolares e universitárias são cultivar a vida interior, desenvolver uma cultura digital centrada na pessoa e educar para a paz.

"A pastoral nas escolas e universidades é chamada a acompanhar o lento desenvolvimento do pensamento, a ensinar, a discernir e a buscar com perseverança. Os processos educativos exigem tempo para amadurecer, um contato com a realidade que vá além das aparências e um caminho paciente", afirmou o Papa Leão XIV.

Muitos percorrem os corredores das nossas escolas e universidades e talvez se sintam anônimos.

A Organização Mundial da Saúde estima que um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos sofre de algum transtorno mental.

"Vivemos em uma cultura do desempenho, que compara e classifica as pessoas o tempo todo, às vezes de forma implacável. Uma meritocracia mal compreendida acaba por não respeitar as pessoas. É por isso que muitos desistem antes mesmo de tentar", disse o Papa.

As escolas e universidades também devem ser lugares acolhedores, onde os estudantes possam descobrir suas capacidades, conviver socialmente e reunir pessoas dispostas a caminhar juntas.