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Por que Leão XIV deixou o Brasil fora de sua primeira viagem à América do Sul?

Por Padre Francisco Amaral
27 de out de 20263 min de leitura
Por que Leão XIV deixou o Brasil fora de sua primeira viagem à América do Sul?

A iminente viagem apostólica do Papa Leão XIV à América do Sul, agendada para os dias 6 a 17 de novembro de 2026, tem enchido os corações dos católicos de alegria e expectativa. Afinal, trata-se de um pastor com uma profunda alma missionária, retornando ao continente que ele tanto ama e conhece. 

No entanto, uma pergunta ecoou naturalmente no coração dos brasileiros: por que o Brasil, a maior nação católica do mundo e que já havia formalizado convites para recebê-lo, ficou de fora desta primeira jornada?

A ausência do nosso país não se trata, de forma alguma, de um distanciamento diplomático ou pastoral. Pelo contrário, trata-se de um profundo ato de sabedoria e cuidado, impulsionado por quatro motivos fundamentais. E nós vamos te explicar isso neste artigo.

1. O limite físico e o cuidado com a saúde do Santo Padre

Nosso amado Papa Leão XIV, aos 71 anos, enfrentou recentemente uma provação em sua saúde. No dia 13 de outubro de 2026, a poucas semanas do embarque, o pontífice precisou passar por uma delicada cirurgia para a ressecção de um nódulo no pulmão. Graças a Deus e às orações da Igreja, a intervenção foi um sucesso e sua recuperação tem ocorrido de forma extraordinariamente rápida e positiva.

Contudo, a viagem já planejada exige um esforço fisiológico colossal: serão 12 dias intensos de missão, com cerca de 14 voos previstos e dezenas de eventos oficiais. Inserir o Brasil — um país de dimensões continentais que exigiria longos deslocamentos internos — colocaria a frágil saúde do Santo Padre em risco. 

2. A prudência diante do tenso calendário eleitoral

O final de outubro de 2026 é marcado pelo ápice das eleições presidenciais e estaduais no Brasil, com o segundo turno agendado para o dia 25. A diplomacia da Santa Sé tradicionalmente evita realizar visitas papais durante períodos eleitorais fortemente polarizados.

O objetivo dessa regra é resguardar a figura do Papa. A Igreja age para garantir que as palavras do Santo Padre não sejam instrumentalizadas por disputas políticas ou partidárias. O coração da visita apostólica deve ser sempre o Cristo, garantindo que a semente do Evangelho caia em um terreno apaziguado.

Leia também: Por que o Papa Francisco nunca voltou à Argentina?

3. Um roteiro feito de forma estratégica 

As nações escolhidas para esta primeira viagem não foram selecionadas ao acaso; elas representam marcos profundos na vida de Robert Francis Prevost e na história recente da Igreja.

O Peru é a sua pátria adotiva, a terra onde ele dedicou mais de uma década de sua vida como missionário, servindo aos mais pobres e atuando como bispo da Diocese de Chiclayo. 

A passagem pela Argentina é um ato de cura histórica: o país vive a dor de 39 anos sem uma visita papal, e Leão XIV fará uma belíssima homenagem ao seu predecessor, o Papa Francisco, visitando sua terra natal. 

Confira: Roteiro da visita do Papa Leão XIV para América Latina

Já o Uruguai, reconhecido como a nação mais secularizada do continente, reflete a urgência magisterial do Papa em levar o diálogo e a caridade às periferias do país. 

E para que você viva essa jornada em profunda comunhão com a Igreja, a Lumine vai acompanhar cada passo do pontífice de perto, trazendo análises católicas profundas e o olhar de fé que a grande mídia não vai te mostrar.

Não fique de fora deste momento histórico para a América Latina. 

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