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Quem é Tiba Camargos? Conheça a história de fé e superação de sua família 
Por Redação Lumine
|
12.mar.2026
Midle Dot

Se você acompanha o universo católico nas redes sociais, certamente já se deparou com este nome. Mas, afinal, quem é Tiba Camargos? 

De ex-pastor em formação a missionário da Canção Nova, e de pai de 11 filhos a um herói que enfrentou a tetraplegia por amor, a vida de Tiba é um testemunho de entrega total.

Abaixo, contamos a trajetória completa de Tiba Camargos, desde suas raízes até os desafios e superações de hoje.

A juventude de Tiba Camargos e o encontro que mudou tudo

A história de Tiba começa com uma juventude cheia de buscas. Criado em um ambiente com influência da Igreja Presbiteriana, ele era um jovem inquieto que sentia falta de algo maior. 

Por volta dos 14 anos, ele mesmo descreve que vivia um período de “escolhas erradas”. Na adolescência, chegou a fumar escondido e ter comportamentos rebeldes, tentando preencher um vazio que só seria ocupado em uma data inesquecível: 10 de agosto de 1996. 

Aos 16 anos, ele teve um encontro marcante com Cristo, mas na Igreja Presbiteriana, onde se converteu e começou a atuar ativamente. A partir daí, o jovem que tocava violão e pregava em escolas locais começou a trilhar um caminho que o levaria ao coração da missão católica no Brasil.

Da busca pela verdade ao seminário na Canção Nova

Tiba chegou a desejar o ministério pastoral protestante e iniciou seus estudos superiores com esse foco. No entanto, sua busca pela verdade histórica e doutrinária o levou de volta às raízes católicas aos 18 anos, após mergulhar no estudo das fontes primárias do cristianismo. 

Aos 20 anos, já decidido a seguir o caminho católico, Tiba ingressou no seminário da Comunidade Canção Nova, onde se graduou em Filosofia. Durante esse período, ele chegou a discernir a vocação ao sacerdócio, mas a providência divina tinha outros planos para ele.

Tiba viveu como missionário na Canção Nova por 16 anos (2002 a 2018). Sua trajetória na instituição foi marcada pela versatilidade: atuou como radialista, apresentador de TV, diretor de dramaturgia, fotógrafo e até ator.

Como Tiba conheceu Déa Camargos? 

Muitas pessoas se encantam com a história de como Tiba e Andréia (a Déa) se conheceram. Foi em uma peça de teatro,  durante a produção de um teatro para o lançamento do CD do Padre Cleidimar Moreira, que Tiba — então seminarista — interpretou um papel onde precisava carregar Déa nos braços.

Déa interpretava “Talita” (a menina que Jesus ressuscita) e Tiba era o responsável por carregá-la nos braços durante a encenação. Foi nesse “trabalho de evangelização” que a afinidade cresceu. 

Ao decidir deixar o seminário para seguir o caminho do matrimônio, ele ouviu de sua mãe palavras que nunca esqueceu: “Você nasceu para ser pai”. Tiba e Déa namoraram por quase cinco anos e se casaram em 2010, começando uma jornada de construção de uma “Igreja Doméstica”.

Família Forte e a missão de educar para o céu

Como missionário na Canção Nova por 16 anos, Tiba fez de tudo: foi radialista, apresentador de TV, diretor de teatro e fotógrafo. Mas foi em 2018 que Tiba e Déa deixaram a Canção Nova para iniciar um apostolado independente, focado na formação de famílias. 

O objetivo principal era ter mais autonomia para defender pautas específicas, como o homeschooling (educação domiciliar) e o combate à “cultura de morte” através do Movimento Juntos Pela Vida.

Hoje, eles são conhecidos como pais de 11 filhos: seis que estão aqui com eles e cinco que “já moram no céu”, frutos de perdas gestacionais vividas com muita serenidade e fé.

O movimento “Juntos Pela Vida” e sua repercussão no Brasil 

Como fundador do Movimento Juntos Pela Vida, Tiba Camargos elevou a defesa da vida a um patamar de formação intelectual e mobilização social no Brasil. O movimento não se limita a slogans; ele promove encontros por todo o país que discutem a “cultura de morte” sob o prisma da fé. 

O I Simpósio Nacional Juntos Pela Vida, por exemplo, teve como tema a contemplação da verdade e a ordenação das coisas, reunindo figuras proeminentes como o Padre Paulo Ricardo e a Dra. Elizabeth Kipman para debater o movimento internacional contra a família natural.

A premissa do movimento é que a construção de uma “cultura da vida” requer, primeiro, a consciência de como a “cultura da morte” opera como uma estratégia de guerra. Essa visão combativa e, ao mesmo tempo, propositiva, atraiu milhares de seguidores que buscam meios de responder positivamente na luta pela vida humana. 

A música também foi integrada a este esforço, como na composição da canção “Direito de Nascer”, em parceria com o grupo Expresso HG e diversos artistas renomados, visando sensibilizar a sociedade sobre o valor da vida. 

Eles criaram um canal no YouTube e perfis nas redes sociais para formar famílias. O curso Família Forte tornou-se o carro-chefe desse trabalho, ensinando a “escola das virtudes” para milhares de casais em todo o Brasil.

O chamado para o homeschooling e a vida no campo

Tiba e Déa tornaram-se referências no homeschooling (educação domiciliar) no Brasil. Para eles, educar os filhos em casa é uma forma de proteger a inocência e cultivar as virtudes desde cedo. Juntos, lançaram livros como “O Mínimo sobre Homeschooling” e o curso “Família Forte”, que já ajudou milhares de casais a reestruturarem seus lares.

Em busca de uma vida mais simples e conectada com o essencial, a família mudou-se para o interior do Rio Grande do Sul, compartilhando a rotina do campo com seus seguidores .

O acidente que deixou Tiba Camargos tetraplégico 

A história de Tiba tomou um rumo inesperado em 9 de fevereiro de 2025. Ao salvar seu filho de um possível afogamento em um rio no Rio Grande do Sul, Tiba bateu a cabeça em uma pedra e sofreu uma lesão medular gravíssima.

Ele ficou tetraplégico, mas o que poderia ser o fim de sua missão tornou-se um novo começo. O acidente gerou uma corrente de solidariedade que arrecadou quantias generosas para seu tratamento.

Atualmente, Tiba Camargos vive o que chama de seu “encontro com a cruz”. Mesmo sem os movimentos dos braços e pernas, ele continua gravando vídeos e dando testemunhos, agora com uma autoridade moral ainda maior. 

Para Tiba, sua condição atual não é um impedimento, mas uma nova forma de pregar: se antes ele falava sobre o amor sacrificial, hoje ele o vive diariamente.

“Eu não tenho medo. Tenho certeza que Deus está utilizando disso tudo para que eu seja melhor.” – Tiba Camargos 

A história de superação de Tiba foi imortalizada no documentário, intitulado “O Dia da Cruz”, que estreia no dia 24 de março, às 20h, no youtube da Lumine. A obra mostra os bastidores da reabilitação, as lutas diárias e, acima de tudo, a alegria de uma família que não perdeu a esperança.

Para assistir a estreia de “O Dia da Cruz” gratuitamente, clique aqui e cadastre-se! 

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De ex-pastor em formação a missionário da Canção Nova, e de pai de 11 filhos a um herói que enfrentou a tetraplegia por amor, a vida de Tiba é um testemunho de entrega total.

Abaixo, contamos a trajetória completa de Tiba Camargos, desde suas raízes até os desafios e superações de hoje.

A juventude de Tiba Camargos e o encontro que mudou tudo

A história de Tiba começa com uma juventude cheia de buscas. Criado em um ambiente com influência da Igreja Presbiteriana, ele era um jovem inquieto que sentia falta de algo maior. 

Por volta dos 14 anos, ele mesmo descreve que vivia um período de “escolhas erradas”. Na adolescência, chegou a fumar escondido e ter comportamentos rebeldes, tentando preencher um vazio que só seria ocupado em uma data inesquecível: 10 de agosto de 1996. 

Aos 16 anos, ele teve um encontro marcante com Cristo, mas na Igreja Presbiteriana, onde se converteu e começou a atuar ativamente. A partir daí, o jovem que tocava violão e pregava em escolas locais começou a trilhar um caminho que o levaria ao coração da missão católica no Brasil.

Da busca pela verdade ao seminário na Canção Nova

Tiba chegou a desejar o ministério pastoral protestante e iniciou seus estudos superiores com esse foco. No entanto, sua busca pela verdade histórica e doutrinária o levou de volta às raízes católicas aos 18 anos, após mergulhar no estudo das fontes primárias do cristianismo. 

Aos 20 anos, já decidido a seguir o caminho católico, Tiba ingressou no seminário da Comunidade Canção Nova, onde se graduou em Filosofia. Durante esse período, ele chegou a discernir a vocação ao sacerdócio, mas a providência divina tinha outros planos para ele.

Tiba viveu como missionário na Canção Nova por 16 anos (2002 a 2018). Sua trajetória na instituição foi marcada pela versatilidade: atuou como radialista, apresentador de TV, diretor de dramaturgia, fotógrafo e até ator.

Como Tiba conheceu Déa Camargos? 

Muitas pessoas se encantam com a história de como Tiba e Andréia (a Déa) se conheceram. Foi em uma peça de teatro,  durante a produção de um teatro para o lançamento do CD do Padre Cleidimar Moreira, que Tiba — então seminarista — interpretou um papel onde precisava carregar Déa nos braços.

Déa interpretava “Talita” (a menina que Jesus ressuscita) e Tiba era o responsável por carregá-la nos braços durante a encenação. Foi nesse “trabalho de evangelização” que a afinidade cresceu. 

Ao decidir deixar o seminário para seguir o caminho do matrimônio, ele ouviu de sua mãe palavras que nunca esqueceu: “Você nasceu para ser pai”. Tiba e Déa namoraram por quase cinco anos e se casaram em 2010, começando uma jornada de construção de uma “Igreja Doméstica”.

Família Forte e a missão de educar para o céu

Como missionário na Canção Nova por 16 anos, Tiba fez de tudo: foi radialista, apresentador de TV, diretor de teatro e fotógrafo. Mas foi em 2018 que Tiba e Déa deixaram a Canção Nova para iniciar um apostolado independente, focado na formação de famílias. 

O objetivo principal era ter mais autonomia para defender pautas específicas, como o homeschooling (educação domiciliar) e o combate à “cultura de morte” através do Movimento Juntos Pela Vida.

Hoje, eles são conhecidos como pais de 11 filhos: seis que estão aqui com eles e cinco que “já moram no céu”, frutos de perdas gestacionais vividas com muita serenidade e fé.

O movimento “Juntos Pela Vida” e sua repercussão no Brasil 

Como fundador do Movimento Juntos Pela Vida, Tiba Camargos elevou a defesa da vida a um patamar de formação intelectual e mobilização social no Brasil. O movimento não se limita a slogans; ele promove encontros por todo o país que discutem a “cultura de morte” sob o prisma da fé. 

O I Simpósio Nacional Juntos Pela Vida, por exemplo, teve como tema a contemplação da verdade e a ordenação das coisas, reunindo figuras proeminentes como o Padre Paulo Ricardo e a Dra. Elizabeth Kipman para debater o movimento internacional contra a família natural.

A premissa do movimento é que a construção de uma “cultura da vida” requer, primeiro, a consciência de como a “cultura da morte” opera como uma estratégia de guerra. Essa visão combativa e, ao mesmo tempo, propositiva, atraiu milhares de seguidores que buscam meios de responder positivamente na luta pela vida humana. 

A música também foi integrada a este esforço, como na composição da canção “Direito de Nascer”, em parceria com o grupo Expresso HG e diversos artistas renomados, visando sensibilizar a sociedade sobre o valor da vida. 

Eles criaram um canal no YouTube e perfis nas redes sociais para formar famílias. O curso Família Forte tornou-se o carro-chefe desse trabalho, ensinando a “escola das virtudes” para milhares de casais em todo o Brasil.

O chamado para o homeschooling e a vida no campo

Tiba e Déa tornaram-se referências no homeschooling (educação domiciliar) no Brasil. Para eles, educar os filhos em casa é uma forma de proteger a inocência e cultivar as virtudes desde cedo. Juntos, lançaram livros como “O Mínimo sobre Homeschooling” e o curso “Família Forte”, que já ajudou milhares de casais a reestruturarem seus lares.

Em busca de uma vida mais simples e conectada com o essencial, a família mudou-se para o interior do Rio Grande do Sul, compartilhando a rotina do campo com seus seguidores .

O acidente que deixou Tiba Camargos tetraplégico 

A história de Tiba tomou um rumo inesperado em 9 de fevereiro de 2025. Ao salvar seu filho de um possível afogamento em um rio no Rio Grande do Sul, Tiba bateu a cabeça em uma pedra e sofreu uma lesão medular gravíssima.

Ele ficou tetraplégico, mas o que poderia ser o fim de sua missão tornou-se um novo começo. O acidente gerou uma corrente de solidariedade que arrecadou quantias generosas para seu tratamento.

Atualmente, Tiba Camargos vive o que chama de seu “encontro com a cruz”. Mesmo sem os movimentos dos braços e pernas, ele continua gravando vídeos e dando testemunhos, agora com uma autoridade moral ainda maior. 

Para Tiba, sua condição atual não é um impedimento, mas uma nova forma de pregar: se antes ele falava sobre o amor sacrificial, hoje ele o vive diariamente.

“Eu não tenho medo. Tenho certeza que Deus está utilizando disso tudo para que eu seja melhor.” – Tiba Camargos 

A história de superação de Tiba foi imortalizada no documentário, intitulado “O Dia da Cruz”, que estreia no dia 24 de março, às 20h, no youtube da Lumine. A obra mostra os bastidores da reabilitação, as lutas diárias e, acima de tudo, a alegria de uma família que não perdeu a esperança.

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