A atenção à saúde mental é uma prioridade para o Papa Leão XIV. Durante sua viagem à Espanha, ele disse aos jovens católicos:

"É importante reconhecer como a saúde mental está cada vez mais ameaçada no contexto de sociedades que se consideram avançadas. É sinal de que algo está profundamente errado com uma certa ideia de crescimento, que submete as pessoas a pressões e tensões que comprometem equilíbrios fundamentais."

Em outubro, a pastoral da saúde mental é a principal intenção de oração.

O Dicásterio para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral publicou uma mensagem para o Dia da Saúde Mental. Nela, a prefeita se dirige a quem sofre com problemas de saúde mental:

"A todos os que estão sofrendo, a Igreja diz: vocês não estão sozinhos, e Deus não os abandonou", afirmou a irmã Alessandra Smerilli, F.M.A., prefeita do Dicásterio para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O Vaticano convoca toda a Igreja a trabalhar no desenvolvimento de uma pastoral estável, competente, compassiva e preventiva.

Por isso, faz um apelo a todas as pessoas de boa vontade para que sejam solidárias com quem enfrenta desafios de saúde mental e colaborem com a Igreja na conscientização.

"Quem sofre com problemas de saúde mental não é apenas destinatário de cuidados, mas protagonista do caminho que precisamos percorrer, e sua voz deve ajudar a moldar nossas respostas. Cuidar dessas pessoas não é uma preocupação marginal", disse a irmã Smerilli.

Há duas situações que preocupam especialmente a Igreja: a de quem vive crises humanitárias que deixam traumas e a dos jovens que enfrentam novas formas de vulnerabilidade emocional.

O Dicásterio publicou um manual com reflexões e orientações. Ele está disponível em cinco idiomas e pode ser acessado gratuitamente no site do Dicásterio.

O objetivo é permitir que os agentes de pastoral recebam formação para acompanhar melhor as pessoas nessas situações.