Esse é o ponto importante: “Mulheres e homens deixaram, então, de ser amados em vista de algo que transcende o casal — a obra comum, os filhos, a santificação mútua, Deus — e passaram a ser amados como fonte terminal de plenitude”.
Talvez o leitor não saiba, mas quando alguém escreve para um periódico, quem geralmente escolhe o assunto é o dono do jornal, de forma que, nesse mês, recebi um briefing que dizia “fale sobre amor”. Ora, amor! Amor é algo um tanto quanto genérico (dizem por aí que vivemos em tempos líquidos), então fui vasculhar as fofocas em busca de inspiração.
E, por Deus, havia me esquecido que, nessa época, junto com São João, é exatamente quando começam as polêmicas sobre o dia dos namorados; e, sendo todo ano a mesma música, quem frequenta o catolicismo online acaba por saber de cor a coreografia.
A coisa se dá mais ou menos assim: os tradicionalistas sobem às timelines para lembrar que a data verdadeira é o dia da festa de Santo Antônio, e que o Dia dos Namorados, esse que todos aderiram, foi inventado por um publicitário, João Dória (o pai do outro), para socorrer o comércio na entressafra entre o Dia das Mães e o Natal, com o slogan imortal de que não é só com beijos que se prova o amor. Do outro lado, os namorados de boa vontade respondem que ninguém é obrigado a nada, que celebrar o amor não é pecado, e que o ressentimento alheio não vai cancelar a reserva das vinte horas.
A briga é quase litúrgica, e cumpre a função de toda briga ritual, ou seja, permitir que os dois lados saiam convencidos de que são profundamente diferentes um do outro.
Minha tese é que não são.
A solteira que coloca Santo Antônio de cabeça para baixo, até que ele se vire e volte com um marido, e o casal que disputou no aplicativo a última mesa do restaurante lotado, para jantar à luz de velas compradas no atacado, estão fazendo exatamente a mesma coisa, dentro do mesmo regime, rezando, por assim dizer, no mesmo templo.
E esse templo não é católico nem comercial. É mais novo que Santo Antônio, mais velho que a propaganda, e faz parte daquilo que Mary Harrington, ensaísta dessas coisas que os sérios chamam de trivialidades femininas, chama de “o Grande Romance”.
Uma ideologia que faz do sentimento amoroso o fundamento, a justificativa e o fim último do vínculo entre homem e mulher; uma força que arrebata todo mundo, de carolas a feministas, de católicas a evangélicas, de senhoras a mocinhas, e eu diria que também os masculinistas e seus corações moles – eles só querem uma namoradinha.

Antes que alguém venha me explicar que o amor romântico é universal e eterno, antecipo: não é, e essa descoberta é incômoda. Durante a maior parte da história, o casamento foi uma sociedade produtiva. Marido e mulher eram sócios de uma economia doméstica que era, ao mesmo tempo, fazenda, oficina, escola e seguridade social; o lar produzia, e o vínculo conjugal se justificava pela obra comum que sustentava.
Claro, o afeto existia, e os registros estão cheios dele, mas o afeto era fruto do vínculo, não seu fundamento.
Mas quando a fábrica arrancou o trabalho de dentro de casa, a casa ficou economicamente oca, a mulher foi confinada a uma esfera “doméstica” recém-esvaziada, e o casamento perdeu sua razão visível de ser.
É aí que nasce o Grande Romance, como compensação para uma perda material. Já que o casamento não podia mais se justificar como parceria de sobrevivência, passou a se justificar como vínculo de sentimento. Inventou-se o anjo do lar, a alma gêmea, a metade da laranja — e o casamento virou isso que conhecemos, uma transação de intimidade, um contrato cuja única cláusula é a continuidade de uma emoção.
Ora, um contrato cuja única cláusula é uma emoção se rescinde sozinho no dia em que a emoção flutua, e a emoção sempre flutua.
Os números de divórcio, a epidemia de solidão, o colapso de natalidade que vai esvaziando as maternidades mundo afora, tudo isso é o Grande Romance chegando ao fim do estoque.
Tudo isso Mary Harrington nos explica em detalhe, mas — materialista honesta que era quando escreveu Feminism Against Progress — explica sem recorrer a um certo vocabulário que, no entanto, descreve com precisão milimétrica o que ela diagnostica: ordo amoris.

Santo Agostinho, na Cidade de Deus, define a virtude como ordo amoris, a ordem do amor. Devemos amar cada coisa na medida e na posição que lhe cabe na hierarquia do ser. O pecado nunca está em amar — tudo o que existe é bom enquanto existe —, está em amar fora de ordem, amar mais o que merece menos, e sobretudo amar como fim aquilo que foi feito para ser caminho.
Ele distingue ainda frui e uti: fruir é repousar numa coisa como fim último; usar, no sentido nobre, é amá-la em vista de algo maior. Só Deus pode ser fruído; toda criatura amada como fim último vira ídolo, e todo ídolo, cedo ou tarde, quebra nas mãos de quem o adora. Nenhuma criatura aguenta o peso de ser a razão suficiente da vida de outra.
É exatamente isso que o Grande Romance fez em escala civilizacional: pegou um bem real mas intermediário, o sentimento amoroso, e o entronizou como absoluto.
Mulheres e homens deixaram, então, de ser amados em vista de algo que transcende o casal — a obra comum, os filhos, a santificação mútua, Deus — e passaram a ser amados como fonte terminal de plenitude.
Pedimos a um ser humano de carne, fígado e mau humor matinal aquilo que só o fim último pode dar, e depois nos espantamos quando o arranjo desaba. Duzentos anos de literatura romântica ensinaram gerações inteiras a estruturar o mapa afetivo em torno de um absoluto falso, e o resultado está nos cartórios.

Volto agora ao dia dos namorados, porque é aqui que a ironia fica boa.
Aquele casal do restaurante lotado está obviamente dentro do Grande Romance, celebrando um rito anual em que o casal renova os votos diante do próprio afeto, verificando com angústia mal disfarçada se a emoção fundadora ainda está lá — porque se não estiver, o contrato caduca.
Mas a solteira do Santo Antônio invertido está no mesmo templo. Seu gesto tem a forma da religião verdadeira, reconhece a mediação, pede ao céu, admite que o casamento não se conquista sozinho. Só que o conteúdo é o mesmo do restaurante. O que ela demanda não é um companheiro, um parceiro no caminho de santificação; demanda o Grande Romance com selo eclesiástico, o príncipe do filme com terço no retrovisor (de preferência, gatinho).
Ela instrumentaliza o santo para obter o mesmo ídolo que a vizinha secular busca no aplicativo. Santo Antônio, que casava os pobres por caridade e dotava as moças sem dote para livrá-las da prostituição — ou seja, que entendia o casamento como questão de economia, proteção e ordem social, não de borboletas no estômago —, foi convertido em despachante do amor romântico.
O santo de cabeça para baixo (chantagem devocional, convenhamos, magia simpática com hagiografia) é a imagem perfeita de uma época na qual a ordem do amor foi literalmente invertida.
A saída que a Harrington propõe, e que eu assino, é conhecida: já que o sentimento não sustenta nada, que o casamento volte a ser o que sempre foi. Uma aliança produtiva, uma pequena empresa de duas pessoas, vínculo de interesse comum e obra comum do qual o afeto é fruto e não fundamento.
Tenho certeza de que meu amigo, São Tomás de Aquino, também concordaria. Aliás, ele já sabia disso quando colocou o cônjuge no alto da hierarquia dos amores em razão do vínculo de vida compartilhada: ama-se mais aquele com quem se partilha o bem comum mais denso. Mary Harrington redescobre, por via materialista, aquilo que a metafísica sempre soube, e isso é um grande mérito. Quando a história econômica e a teologia chegam à mesma conclusão por caminhos opostos, é sinal de que a conclusão está apontando para algo real.

Mas falta o vértice, e essa é a objeção católica que faço com afeto de leitora. Harrington reordena os amores horizontalmente, tira o sentimento do trono e põe a obra comum no lugar. Só que uma hierarquia que para no penúltimo degrau continua decapitada.
A parceria produtiva é mais sólida que o sentimento, sem dúvida, mas amada como fim último é apenas um ídolo mais durável, e duas pessoas que fruem da própria empresa conjugal acabam adorando um espelho de dois lugares.
O ordo amoris só fecha quando o casal inteiro está ordenado ao que o transcende, a obra comum em vista dos filhos, os filhos em vista da cidade, a cidade em vista de Deus.
Por isso, caro leitor, a resposta não é cancelar o jantar nem desvirar o santo com superioridade. É recolocar o dia 13 acima do dia 12 — não contra, acima, que é como funciona toda hierarquia bem ordenada.
Declaremos guerra ao Grande Romance, e que a guerra se trave assim: jante com seu namorado, acenda a vela, peça a Santo Antônio. Mas peça o que ele realmente distribuía, aquele vínculo que, bem ordenado, produz o sentimento de sobra, como produz pão, filhos e paciência, até terminar, se Deus quiser, em dois velhos que se olham do outro lado da mesa sabendo que o amor ordenado foi o fundamento daquela história.
Talvez o leitor não saiba, mas quando alguém escreve para um periódico, quem geralmente escolhe o assunto é o dono do jornal, de forma que, nesse mês, recebi um briefing que dizia “fale sobre amor”. Ora, amor! Amor é algo um tanto quanto genérico (dizem por aí que vivemos em tempos líquidos), então fui vasculhar as fofocas em busca de inspiração.
E, por Deus, havia me esquecido que, nessa época, junto com São João, é exatamente quando começam as polêmicas sobre o dia dos namorados; e, sendo todo ano a mesma música, quem frequenta o catolicismo online acaba por saber de cor a coreografia.
A coisa se dá mais ou menos assim: os tradicionalistas sobem às timelines para lembrar que a data verdadeira é o dia da festa de Santo Antônio, e que o Dia dos Namorados, esse que todos aderiram, foi inventado por um publicitário, João Dória (o pai do outro), para socorrer o comércio na entressafra entre o Dia das Mães e o Natal, com o slogan imortal de que não é só com beijos que se prova o amor. Do outro lado, os namorados de boa vontade respondem que ninguém é obrigado a nada, que celebrar o amor não é pecado, e que o ressentimento alheio não vai cancelar a reserva das vinte horas.
A briga é quase litúrgica, e cumpre a função de toda briga ritual, ou seja, permitir que os dois lados saiam convencidos de que são profundamente diferentes um do outro.
Minha tese é que não são.
A solteira que coloca Santo Antônio de cabeça para baixo, até que ele se vire e volte com um marido, e o casal que disputou no aplicativo a última mesa do restaurante lotado, para jantar à luz de velas compradas no atacado, estão fazendo exatamente a mesma coisa, dentro do mesmo regime, rezando, por assim dizer, no mesmo templo.
E esse templo não é católico nem comercial. É mais novo que Santo Antônio, mais velho que a propaganda, e faz parte daquilo que Mary Harrington, ensaísta dessas coisas que os sérios chamam de trivialidades femininas, chama de “o Grande Romance”.
Uma ideologia que faz do sentimento amoroso o fundamento, a justificativa e o fim último do vínculo entre homem e mulher; uma força que arrebata todo mundo, de carolas a feministas, de católicas a evangélicas, de senhoras a mocinhas, e eu diria que também os masculinistas e seus corações moles – eles só querem uma namoradinha.

Antes que alguém venha me explicar que o amor romântico é universal e eterno, antecipo: não é, e essa descoberta é incômoda. Durante a maior parte da história, o casamento foi uma sociedade produtiva. Marido e mulher eram sócios de uma economia doméstica que era, ao mesmo tempo, fazenda, oficina, escola e seguridade social; o lar produzia, e o vínculo conjugal se justificava pela obra comum que sustentava.
Claro, o afeto existia, e os registros estão cheios dele, mas o afeto era fruto do vínculo, não seu fundamento.
Mas quando a fábrica arrancou o trabalho de dentro de casa, a casa ficou economicamente oca, a mulher foi confinada a uma esfera “doméstica” recém-esvaziada, e o casamento perdeu sua razão visível de ser.
É aí que nasce o Grande Romance, como compensação para uma perda material. Já que o casamento não podia mais se justificar como parceria de sobrevivência, passou a se justificar como vínculo de sentimento. Inventou-se o anjo do lar, a alma gêmea, a metade da laranja — e o casamento virou isso que conhecemos, uma transação de intimidade, um contrato cuja única cláusula é a continuidade de uma emoção.
Ora, um contrato cuja única cláusula é uma emoção se rescinde sozinho no dia em que a emoção flutua, e a emoção sempre flutua.
Os números de divórcio, a epidemia de solidão, o colapso de natalidade que vai esvaziando as maternidades mundo afora, tudo isso é o Grande Romance chegando ao fim do estoque.
Tudo isso Mary Harrington nos explica em detalhe, mas — materialista honesta que era quando escreveu Feminism Against Progress — explica sem recorrer a um certo vocabulário que, no entanto, descreve com precisão milimétrica o que ela diagnostica: ordo amoris.

Santo Agostinho, na Cidade de Deus, define a virtude como ordo amoris, a ordem do amor. Devemos amar cada coisa na medida e na posição que lhe cabe na hierarquia do ser. O pecado nunca está em amar — tudo o que existe é bom enquanto existe —, está em amar fora de ordem, amar mais o que merece menos, e sobretudo amar como fim aquilo que foi feito para ser caminho.
Ele distingue ainda frui e uti: fruir é repousar numa coisa como fim último; usar, no sentido nobre, é amá-la em vista de algo maior. Só Deus pode ser fruído; toda criatura amada como fim último vira ídolo, e todo ídolo, cedo ou tarde, quebra nas mãos de quem o adora. Nenhuma criatura aguenta o peso de ser a razão suficiente da vida de outra.
É exatamente isso que o Grande Romance fez em escala civilizacional: pegou um bem real mas intermediário, o sentimento amoroso, e o entronizou como absoluto.
Mulheres e homens deixaram, então, de ser amados em vista de algo que transcende o casal — a obra comum, os filhos, a santificação mútua, Deus — e passaram a ser amados como fonte terminal de plenitude.
Pedimos a um ser humano de carne, fígado e mau humor matinal aquilo que só o fim último pode dar, e depois nos espantamos quando o arranjo desaba. Duzentos anos de literatura romântica ensinaram gerações inteiras a estruturar o mapa afetivo em torno de um absoluto falso, e o resultado está nos cartórios.

Volto agora ao dia dos namorados, porque é aqui que a ironia fica boa.
Aquele casal do restaurante lotado está obviamente dentro do Grande Romance, celebrando um rito anual em que o casal renova os votos diante do próprio afeto, verificando com angústia mal disfarçada se a emoção fundadora ainda está lá — porque se não estiver, o contrato caduca.
Mas a solteira do Santo Antônio invertido está no mesmo templo. Seu gesto tem a forma da religião verdadeira, reconhece a mediação, pede ao céu, admite que o casamento não se conquista sozinho. Só que o conteúdo é o mesmo do restaurante. O que ela demanda não é um companheiro, um parceiro no caminho de santificação; demanda o Grande Romance com selo eclesiástico, o príncipe do filme com terço no retrovisor (de preferência, gatinho).
Ela instrumentaliza o santo para obter o mesmo ídolo que a vizinha secular busca no aplicativo. Santo Antônio, que casava os pobres por caridade e dotava as moças sem dote para livrá-las da prostituição — ou seja, que entendia o casamento como questão de economia, proteção e ordem social, não de borboletas no estômago —, foi convertido em despachante do amor romântico.
O santo de cabeça para baixo (chantagem devocional, convenhamos, magia simpática com hagiografia) é a imagem perfeita de uma época na qual a ordem do amor foi literalmente invertida.
A saída que a Harrington propõe, e que eu assino, é conhecida: já que o sentimento não sustenta nada, que o casamento volte a ser o que sempre foi. Uma aliança produtiva, uma pequena empresa de duas pessoas, vínculo de interesse comum e obra comum do qual o afeto é fruto e não fundamento.
Tenho certeza de que meu amigo, São Tomás de Aquino, também concordaria. Aliás, ele já sabia disso quando colocou o cônjuge no alto da hierarquia dos amores em razão do vínculo de vida compartilhada: ama-se mais aquele com quem se partilha o bem comum mais denso. Mary Harrington redescobre, por via materialista, aquilo que a metafísica sempre soube, e isso é um grande mérito. Quando a história econômica e a teologia chegam à mesma conclusão por caminhos opostos, é sinal de que a conclusão está apontando para algo real.

Mas falta o vértice, e essa é a objeção católica que faço com afeto de leitora. Harrington reordena os amores horizontalmente, tira o sentimento do trono e põe a obra comum no lugar. Só que uma hierarquia que para no penúltimo degrau continua decapitada.
A parceria produtiva é mais sólida que o sentimento, sem dúvida, mas amada como fim último é apenas um ídolo mais durável, e duas pessoas que fruem da própria empresa conjugal acabam adorando um espelho de dois lugares.
O ordo amoris só fecha quando o casal inteiro está ordenado ao que o transcende, a obra comum em vista dos filhos, os filhos em vista da cidade, a cidade em vista de Deus.
Por isso, caro leitor, a resposta não é cancelar o jantar nem desvirar o santo com superioridade. É recolocar o dia 13 acima do dia 12 — não contra, acima, que é como funciona toda hierarquia bem ordenada.
Declaremos guerra ao Grande Romance, e que a guerra se trave assim: jante com seu namorado, acenda a vela, peça a Santo Antônio. Mas peça o que ele realmente distribuía, aquele vínculo que, bem ordenado, produz o sentimento de sobra, como produz pão, filhos e paciência, até terminar, se Deus quiser, em dois velhos que se olham do outro lado da mesa sabendo que o amor ordenado foi o fundamento daquela história.
Esse é o ponto importante: “Mulheres e homens deixaram, então, de ser amados em vista de algo que transcende o casal — a obra comum, os filhos, a santificação mútua, Deus — e passaram a ser amados como fonte terminal de plenitude”.
Melhor texto sobre o dia dos namorados Debs. Aqui a reserva não foi feita por motivos de crianças mas vinho e queijo nos esperam pra depois que forem dormir.
A nuance faltante é o desprezo total pelo aspecto da atração física(sobretudo por parte da mulher em relação ao homem, que é mais comum).
“Uma aliança produtiva, uma pequena empresa de duas pessoas, vínculo de interesse comum e obra comum do qual o afeto é fruto e não fundamento.”
O desejo inexiste aqui e pode ser interpretada e vista como uma defesa da prostituição velada(ou atração negociada, como diz a red pill).
Texto excelente ameio a tudo na ordem certa
Maravilhoso texto. Vou compartilhar agora no grupo da família!
“recolocar o dia 13 acima do dia 12 — não contra, acima, que é como funciona toda hierarquia bem ordenada.” muito bom!
Texto maravilhoso! Bem embasado, profundo e necessário para os dias atuais! Certamente, esse foi o melhor conteúdo que consumi nos últimos meses. Parabéns a todos os envolvidos 👏🏻👏🏻👏🏻
Eu já tinha, às apalpadelas, chegado a essa conclusão, mas jamais teria capacidade para descrever tão perfeitamente como a Déborafez nesse texto. Obrigada!!!
Que ótimo texto, gostei muito da contextualização histórica e do conceito do Grande Romance. Dar nome às coisas nos abre os olhos. Essa moça, Débora, é muito boa. Não a percam! Paguem a ela um misto quente por mim.
Estava aqui assistindo ao seriado “A Saga do Tri”,
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Esse é o ponto importante: “Mulheres e homens deixaram, então, de ser amados em vista de algo que transcende o casal — a obra comum, os filhos, a santificação mútua, Deus — e passaram a ser amados como fonte terminal de plenitude”.
Melhor texto sobre o dia dos namorados Debs. Aqui a reserva não foi feita por motivos de crianças mas vinho e queijo nos esperam pra depois que forem dormir.
A nuance faltante é o desprezo total pelo aspecto da atração física(sobretudo por parte da mulher em relação ao homem, que é mais comum).
“Uma aliança produtiva, uma pequena empresa de duas pessoas, vínculo de interesse comum e obra comum do qual o afeto é fruto e não fundamento.”
O desejo inexiste aqui e pode ser interpretada e vista como uma defesa da prostituição velada(ou atração negociada, como diz a red pill).
Texto excelente ameio a tudo na ordem certa
Maravilhoso texto. Vou compartilhar agora no grupo da família!
“recolocar o dia 13 acima do dia 12 — não contra, acima, que é como funciona toda hierarquia bem ordenada.” muito bom!
Texto maravilhoso! Bem embasado, profundo e necessário para os dias atuais! Certamente, esse foi o melhor conteúdo que consumi nos últimos meses. Parabéns a todos os envolvidos 👏🏻👏🏻👏🏻
Eu já tinha, às apalpadelas, chegado a essa conclusão, mas jamais teria capacidade para descrever tão perfeitamente como a Déborafez nesse texto. Obrigada!!!
Que ótimo texto, gostei muito da contextualização histórica e do conceito do Grande Romance. Dar nome às coisas nos abre os olhos. Essa moça, Débora, é muito boa. Não a percam! Paguem a ela um misto quente por mim.